28 de abril de 2008

Madeira, estamos a chegar

Quando vi a primeira página de hoje do Público, custou-me a acreditar. É de facto dificilmente concebível que um jornal de referência de um país civilizado possa dar um destaque destes a um vendedor. Quando se lê a entrevista, a coisa piora. A verborreia auto-satisfatória, combinada com uma indigência de ideias impressionante de tão avara, apertaria o coração de dor, se não fosse tão cómica. E depois li este artigo e tudo ficou mais claro.

25 de abril de 2008

24 de abril de 2008

Escândalo

Este é o verdadeiro escândalo Spitzer!

“Sources said the second hooker also noted that Spitzer liked to keep his socks
on during sex”

Fim de Semana

Aproveito isto para referir – mais uma vez – o projecto Blogothèque. Eles têm muitas mais brilhantíssimas pérolas por lá.

Sim ao PRECançonetismo

(clicar para ler)

23 de abril de 2008

E você?

No Atlântico, Rui Ramos explica quantos parceiros já teve em dose dupla. Fundamental.

22 de abril de 2008

Partir

- You can go. You can get out of here.
- No one's here.
- You can go. It'd be easy. If you stay here, you're just gonna...
- Oh.
- Shh.
- It's okay.
- It's okay.

Metáforas

Metáforas do Amor. Como esta: aterrar com o helicóptero no jardim da namorada. Não se percebe o chinfrim dos ingleses, esse povo tão desprovido do mais básico romantismo. Já se fica mais preocupado quando o Ministério da Defesa vem dizer que tudo não passou de um exercício.




21 de abril de 2008

19 de abril de 2008

Sabes que estás a ficar velho

quando o teu filho regressa do primeiro festival rock da sua ainda tenra história a dizer que Gogol Bordello é de facto genial.

Projecto

Ir ver, assim que possível, Shine a Light. Martin Scorsese é, além de um grande realizador, um génio do documentário musical, como provaram The Last Waltz e No Direction Home. Sabendo, claro, que no melhor pano pode cair a pior nódoa. Com efeito, como explicar a aparição de Neil Diamond em The Last Waltz?


18 de abril de 2008

Eles andam aí

Um Mundo para todos

Ele há um blog de gajos que trabalharam na IBM! Acho bem, mas prefiro aquele grupo do Facebook “Movimento contra os idiotas que se metem do lado esquerdo das escadas rolantes sem avançar”.

Blasfémia? Really?

Portanto, se bem percebo, esta ministra é um bibelot ; esta é que é a sério. Têm a certeza que estão a blasfemar? É que isso cheira-me a coisa muito antiga e convencional ...
Em tempo: mais discussão aqui.

17 de abril de 2008

Prof. Agnidnaz

Começo a acreditar na tese do meu irmão. Portugal-Grécia, final do Euro, sim, eu estava lá. Portugal-França, meia-final do Mundial, sim, estava lá.
Este ano devo ter visto todos os jogos - os maus, os péssimos e os assim-assim - que o Sporting perdeu.
Ontem tinha um jantar ao qual não podia escapar. Portanto, não vi o jogo (obrigado, Daniel, pelo resumo!).
Isto dá para um homem começar a achar que tem mais importância que a que merece. A minha presença, ausência ou simples visionamento de jogos chega para alterar os destinos de equipas inteiras. Em suma, transformei-me numa espécie de Prof. Zandinga ao contrário.



16 de abril de 2008

Dear Ann

E agora, especialmente para os fãs portugueses, que los hay, o artigo do Wall Street Journal sobre a grande diva dos fachos, Ann Coulter.


(clicar na imagem para ler)

Ok, pronto, confesso, isto não saiu de facto no Wall Street Journal. Bom, pelo menos não no verdadeiro.

15 de abril de 2008

A Condição Humana

João, Henrique e Ana

peço desculpa, mas nenhum de vocês percebeu pevas. E também não vos vou explicar porque ultimamente tenho andado mais na vita contemplativa que na activa.
Tschüss

Hannah

14 de abril de 2008

Perfeita

O French Kissin teve a boa ideia de postar a versão dos White Stripes de uma bonita canção do grande Burt Bacharach. Gosto muito dos White Stripes (e mais ainda do Burt Bacharach), mas nunca conseguirei separar esta canção desta cena aqui em baixo (o You Tube só a tem, infelizmente, dobrada em espanhol mas para o caso pouco importa, a grandeza da cena não está nos diálogos). A situação é simples: Julianne (Julia Roberts, num grande papel de bitch), dita “Jules”, está apaixonada há muitos anos pelo seu melhor amigo, Michael (Dermot Mulroney). Só que este anunciou-lhe que vai casar com a bela e inocente Kimmy (Cameron Diaz), uma jovem universitária. Quando Jules, apostada em destruir a relação e impedir o casamento, sabe que Kimmy tem uma voz de cana rachada, concebe um plano diabólico para a fazer cantar num bar de karaoke e assim ridicularizá-la aos olhos do noivo. Kimmy pega, muito pouco à vontade, no microfone e começa a assassinar I just don’t know what to do with myself. A pouco e pouco, conquista toda a sala e Jules apercebe-se – quando surpreende Michael a seguir, completamente embevecido e apaixonado, a performance de Kimmy – que o tiro lhe saiu pela culatra. É com efeito nesse momento que Jules compreende que, talvez involuntariamente, deu a contribuição decisiva para Michael, que talvez ainda hesitasse, ter a certeza que está completa e irremediavelmente apaixonado por Kimmy.
A conclusão é simples: apaixonamo-nos pelas imperfeições. A perfeição é de uma banalidade insuportável.




Cena de My Best Friend’s Wedding, fita que vale muito mais que o simples “filme de gaja” que aparenta ser.

Blogstress

O NYT, sempre na linha da frente, descobriu esse importantíssimo problema das sociedades modernas: o stress dos bloggers. Que não afecta apenas, segundo parece, os bloggers profissionais, mas também todos aqueles que mantêm blogs sem ser pagos por isso. Com efeito, a angústia de ter de alimentar o blog todos os dias ou quase, quando não se tem nenhuma ideia decente para um post jeitoso e muito menos tempo disponível, é potencialmente criadora de bastante stress. A receita contra este stress do blogger não profissional parece-me evidente, pelo menos para os que também têm um emprego normal graças ao qual conseguem pagar o colégio aos filhos. Trata-se de trabalhar mais e mais, até à exaustão, ficar doente, alegar stress como doença profissional e ficar em casa de baixa a blogar.
Como é que eu me lembrei disto antes do João Miranda é que me espanta!

12 de abril de 2008

Fim de Semana

Tudo é aleatório. Tudo.

11 de abril de 2008

Geoestratégia

A dada altura em 24, 5ª temporada, o tenebroso presidente Logan, ainda mais incompetente que o Bush, justifica as suas acções terroristas porque “não quer ver o petróleo a 100 dólares”. Bem andou Jack Bauer ao arrumar esta desgraça de Presidente, que tão pouca capacidade de previsão geoestratégica demonstrou.

Mudando de assunto, é ou não o reflexo de uma gaja nua nos óculos do Dick Cheney?




O efeito Panda

Longe de mim querer atacar a justa luta dos tibetanos ou meter o nariz em terrenos alheios, até porque posso passar as culpas para o meu amigo austríaco com quem acabo de tomar café. Pergunta ele: porque é que os tibetanos despertam tanto interesse internacional, quando existem mais ou menos uma centena de outras regiões com uma história similar (relativa autonomia no seio dos impérios chinês e manchu + “independência”, no caso do Tibete com a colaboração activa dos ingleses, durante algumas décadas, aproveitando a queda da dinastia Qing) e semelhantes problemas com a ditadura chinesa? Resposta: os monges são giros, têm umas carecas simpáticas e umas roupitas exóticas mais uns mosteiros que ficam bem nos postalitos. É o efeito Panda.




10 de abril de 2008

Capitalismo financeiro e capitalismo industrial

Cheguei a ter a oportunidade de ver o famoso tubarão em formol de Damien Hirst, em Londres, no museu do proprietário da obra, o Sr. Saatchi. Leio entretanto, com algum atraso, que Saatchi vendeu o Tubarão (que aliás leva o nome oficial e pomposo até doer de “The Physical Impossibility of Death in the Mind of Someone Living”) a um milionário americano por uma mão cheia de milhões de euros. Diz quem sabe que o mercado da arte está cada vez mais imprevisível: ninguém, ou quase, sabe hoje dizer que obra poderá ou não ser um bom investimento. Donde, coisas como este tubarão são vendidas – e bem vendidas – não se sabe bem porquê nem para quê. Na sala de estar garanto que não fica grande coisa. Que tem isto a ver com capitalismo financeiro e capitalismo industrial? Não tenho a certeza, mas sinto que alguma relação existe…


De qualquer maneira, posso desde já aqui avançar que o resultado desta noite, devidamente testado no PES 2008, será Sporting 2- Rangers 1, com golos de Liedson e Djaló.

9 de abril de 2008

Ouvido no café

Comparação à atenção dos nossos críticos literários: "comparado com o ______, o Não Há Coincidências é o Mahabharata!"

8 de abril de 2008

Back to Basics, ainda e sempre

Nas nossas ruas, ao anoitecer,
Há tal soturnidade, há tal melancolia,
Que as sombras, o bulício, o Tejo, a maresia
Despertam-me um desejo absurdo de sofrer.

Saldos (e.e.)


voltas
não voltas
estás de volta
dás-me a volta
não
não vou voltar

5 de abril de 2008

Rebirth of Kitsch (3)

Haverá quem considere “música” a disco/soul/funky dos anos 1970. Claro que a elegância bem pensante Indie – sempre pronta a extasiar-se perante uns barulhentos quaisquer tipo Pixies – devota um ódio especial aos anos 70. A vítima principal é sem dúvida o rock progressivo. E logo a seguir, a muito pouca distância, o disco-sound e as suas múltiplas variantes. Poucas vezes na história da música popular se terá conseguido concentrar um tão grande conjunto de horrores num período de tempo tão reduzido: uma década que partilha coisas como os Boney M, Patrick Hernandez e o slap bass só pode estar marcada pelo ferrete da indignidade.
Nascida nos anos 60 – e, segundo informa a Wiki, ainda existente – a banda Kool & The Gang não poderá nunca pertencer a outra década que não à de 70 e à vaga disco/soul/funky que fez a fortuna da indústria musical da altura. Partilhavam com outros grupos dessa década de má memória o gosto pelas túnicas de corres garridas e pelas secções de metais demasiado altas (daquelas que não deixam ouvir as guitarras).
Entre todo o lixo pelo qual este tenebroso grupo é responsável, encontra-se o tema Cherish. Em Cherish tudo é mau. Começando pelo refrão: é difícil imaginar versos mais indigentes que estes que se seguem: “Cherish the love / cherish the life / cherish the love. / Cherish the love we have / for as long as we both shall live”. Depois temos os coros, intervalados pelas vocalizações tipicamente soul do solista. Não falemos do teledisco (assim mesmo, “teledisco”, tipo anos 70 e 80) e das inanes imagens dos membros do grupo a passear à beira-mar.
E no entanto…
No entanto, Cherish é melodicamente uma das canções mais bem conseguidas das últimas décadas. Tem harmonias delicadas e arranjos elegantes, que fundem as teclas com as vozes, tudo misturado com sábios salpicos de guitarra e uma secção rítmica discreta mas segura. Com os seus versos infantis, Cherish celebra a vida e a alegria de se estar vivo e rodeado por quem mais amamos.
Portanto: Cherish é uma canção estúpida de uma banda pirosa que representa o pior que a música popular nos deu nas últimas décadas. E é também uma grande canção!


3 de abril de 2008

Isto anda tudo ligado

Jarhead, que só agora vi, é um filme medíocre. Mas tem duas cenas marcantes. Na primeira, Swoff e os colegas marines vibram com a exibição de Apocalypse Now na caserna. Cantam em coro a famosa cena das Valquírias, quando os helicópteros atacam a aldeia, e aplaudem em delírio quando os soldados americanos alvejam os civis vietnamitas. Na segunda, quando Swoff e os outros soldados do seu pelotão se encontram já no Golfo, um dos camaradas recebe da mulher a cassette que julgam conter O Caçador. Todos se preparam para ver o filme, mas têm apenas tempo para ouvir os célebres acordes iniciais de guitarra que acompanham o genérico: a cassete contém afinal as imagens da mulher do soldado em causa a ser penetrada pelo vizinho, no sofá da sala do domicílio familiar.
Estas duas cenas, que se referem aos dois grandes filmes americanos sobre a guerra do Vietname, pretendem obviamente confrontar o espectador com os efeitos da inexorável passagem do tempo sobre determinados símbolos, que julgávamos inamovíveis na sua sacralidade. Nos anos 90 – a acção de Jarhead tem lugar durante a primeira Guerra do Golfo – nem Apocalypse Now continua a ser um manifesto anti-guerra nem o Caçador uma ode à família do soldado que regressa a casa.
A questão que continua por resolver é a seguinte: são os símbolos (ou a imagem que deles nós fazemos) que se pervertem ou contêm eles próprios – desde o início – os germes da sua própria (des)interpretação?
Por outras palavras, tudo pode ser isso mesmo e o seu contrário?

Tinha algo mais para dizer a este respeito, mas agora falta-me o tempo, tenho que ir ali ao PES 2008 vergar o Glasgow Rangers à esmagadora superioridade do Sporting.

As aventuras de Max

All work and no play makes Max a dull boy.

1 de abril de 2008

Dá-me o telemóvel JÁ

Até posso perceber esta diatribe pittiana. Mas minh’alma se espanta com o seguinte: porquê Fell in love with a dead boy? Porque não For today I am a boy ou até (mais sofisticado ainda) a versão de Perfect Day no The Raven de Lou Reed/Poe/Wilson? Mistérios…

31 de março de 2008

Fitna ou A Montanha, o Rato e o Parteiro Holandês

Concordar com a Economist, mais uma vez e para mal dos meus pecados. O filme do holandês armado ao pingarelho (sobre o qual não falo, por uma razão simples: não vi - nem tenho intenção de ver) e que está em todos os estaminés Internetianos já saiu há uns dias e, contrariamente ao anunciado pelos profetas da desgraça, ainda não vimos hordas de malvados islamistas invadirem as ruas das nossas boas cidades ocidentais, de adaga pronta a degolar cristãos numa mão e a outra cheia de pedras para apedrejar as nossas (salvo seja) mulheres adúlteras. Pelo contrário, parece que ninguém ligou muito ao filme do senhor. Pouca sorte a da Helena Matos, pois são dezenas de diatribes anti-muçulmanas que se perdem! Felizmente, ele ainda há o eduquês e os filhos do Rousseau. É dar-lhes com força, Lena!

29 de março de 2008

Fim de Semana

Para o fim de semana, obviamente, a sequência de abertura, os Kinks e Satyajit Ray.


The Darjeeling Limited

Parece que arrumam os filmes de Wes Anderson na prateleira "comédia". E se calhar com razão, uma vez que em todos esses filmes os mecanismos da comédia (anacronismo, desencontro, bizarria) são utilizados com mestria. E, no entanto, em regra as comédias não nos deixam com aquele pequeno travo amargo que identificamos com o desencanto e a infelicidade. Mais uma vez, como em todos os outros filmes anteriores, trata-se neste Darjeeling da família, do abandono e da eterna busca da paz espiritual. Percebo que Wes Anderson possa enervar alguns: se há coisa que lhe podemos criticar, é aquela obsessão de coolness e os tiques, não completamente involuntários, de uma elegância burguesa que as massas ígnaras não podem - nem nunca poderão - entender. É pena que isso possa afastar alguns de um cinema que é formalmente arrojado e que, sem estar obcecado pela necessidade de fazer passar a "mensagem" (apanágio de outro Anderson, o P.T.), tem três ou quatro ideias fortes que nos ficam a martelar o espírito por muito tempo. E tem, enfim, aquela imperdível curta que é um portento de cinema. Mais a Natalie.


27 de março de 2008

Semiótica de café

Podemos tomar esta imagem pelo que ela é: um par de sabrinas rasas (umas elegantíssimas Dior, informa o Daily Mail) e um par de sapatos de homem com tacão reforçado. E podemos tomá-la pelo que ela pode ser: uma mulher que quer esconder o que é e um homem que quer parecer o que não é. Ou podemos dizer que está encontrada a essência da política moderna: tudo pela imagem, nada sem a imagem. E andamos a queixar-nos de uma inocente sondagem do Correio da Manhã.

Da superioridade moral da República



26 de março de 2008

Obviamente

Admiro – sempre admirei – as certezas absolutas. Por inveja, claro. Inveja da malta do “obviamente”. Talvez isso explique porque acho este o melhor – a muito grande distância – de todos os textos que li sobre o 5° aniversário da guerra do Iraque.

It's only Rock'n'Roll

25 de março de 2008

Publisfera

É também por isto que o Público continua a ser, não obstante as decepções e a descida evidente de qualidade dos últimos anos, o melhor jornal português. E com este post singelo se marca o regresso de férias embora, longo fim de semana oblige, com muito trabalho por recuperar.

21 de março de 2008

Fim de Semana (prolongado)

Ouvem-se alguns segundos em Juno. Mas eles merecem mais.

Tomar a nuvem por…

Juno, que fui então ver, embalado pelo buzz. Sim, é um filme simpático mas não tão interessante como o equivalente Indy-descoberto por Hollywood-aclamado pelo público do ano passado, Little Miss Sunshine, que era bastante mais ousado e forte. Resta a banda sonora, que é de facto engraçada, como em qualquer filme independente que se preze. E uma canção – que tem 7 anos! - de um grupo que já nem sequer existe. Será que a Whoopi o sabia quando os convidou para a cantar?


20 de março de 2008

Obrigado, Franz K.

Na organização onde trabalha B., foi criado um grupo bilateral managers/representantes do pessoal para encontrar novos modos de incentivar a participação do pessoal na definição das estratégias a médio e longo prazo da própria organização. Este grupo, constituído por uma quinzena de pessoas, tem-se deparado com algumas dificuldades para concluir o exame dos pontos da sua agenda, devido à grande taxa de absenteísmo de alguns dos seus membros. No entanto, depois de muito porfiar, lá conseguiu organizar um encontro com a participação de um grande especialista em Recursos Humanos. Este encontro, aberto à participação dos cerca de 1600 membros da organização, tinha justamente por objectivo discutir as novas estratégias de uma sã participação do pessoal nas decisões de longo prazo tomadas pela direcção e pelos diferentes managers em geral. Apareceram nesta reunião 39 pessoas, 32 das quais ligadas – em maior ou menor grau – à preparação do encontro.

19 de março de 2008

A more perfect union

Independentemente de tudo o resto, este discurso é absolutamente brilhante. Não sei quem o escreveu, mas estes têm ainda muito para aprender…

Dr maradona and Mr Ecoblogue

Ó maradona, confessa lá: és tu que fazes isto, não és? Desculpa lá dizer isto, pá, mas tens estranhas maneiras de te divertir. Mas - lá está - não és Governador de Nova Iorque por isso a gente percebe.

Vae Victis

Na eterna luta entre a inteligência e o temperamento, a inteligência tem, até agora, ganho as principais batalhas. Mas nada garante que isso continue. O temperamento ainda tem alguns cartuchos por esgotar.

Como?

Parafraseando este, quem te manda a ti, sapateiro, tocar rabecão?

18 de março de 2008

Quero ser a cruz de madeira

Comentário de um leitor desconhecido a este post do maradona:

De maradona a 18 de Março de 2008 às 02:36
Quero ser a cruz de madeira onde o maradona será levado no coração do resto da humanidade para toda a eternidade.


Juro que me deu vontade de chorar de lindo que é.

17 de março de 2008

Pois Intende sim senhor

Estou com JPP, no elogio desta saudável onda de traduções dos grandes clássicos. Mas para quando a tradução deste clássico?



Começar bem

Proposta de ciclo para o novo subdirector da Cinemateca: "Natalie e Scarlett, uma análise comparativa".

15 de março de 2008

Fim de semana

Quem é o gajo louro em palco com os Arcade Fire?

14 de março de 2008

Dois clubes...

... um desígnio.



Another one bites the dust

Outro que se vai (ver também aqui). E eu que só lá fui pela primeira vez com quase 40 anos...


12 de março de 2008

O Sapo comilão

Mais um que se mudou para o verdinho. E eu é que sou do Sporting... Bom, também gosto do Getafe.

Update

O Presidente Bush vetou legislação do Congresso que impediria a CIA e outras agências federais de utilizar técnicas de interrogatório diferentes das que constam das directivas aplicáveis. Isto é, Bush não quer legislação que ilegalizaria a tortura. Por outro lado, Joel Surnow, o ídolo dos conservadores e outros neocons em Hollywood, deixou a produção de 24, de que é co-criador. Eu comecei a papar o DVD da série 5 do 24. A minha boa consciência liberal e progressista indigna-se com a baixeza a que chegou esta Administração Bush na justificação da tortura. O ogre reaccionário escondido no meu subconsciente teme que o Jack Bauer se esteja a amaricar.




11 de março de 2008

Changes

Mais um para o Verdinho. Aqui, continuamos calaceiros e orgulhosos no blogspot.

10 de março de 2008

Visto na SIC Notícias

Lisboa, 8 de Março. Manifestação dos professores.

Repórter SIC: "Então diga lá: o que contesta na avaliação dos professores?"
Manifestante: "... Pausa... O que eu contesto na avaliação? ...Pausa... Longa Pausa... Sorriso Triunfante ... Contesto a avaliação!".

Em tempo: também visto aqui.

9 de março de 2008

7 de março de 2008

Impressões de mais uma jornada europeia

- aqueles rapazes do Nul Vier são garbosos mas não jogam nada; ainda assim, tenho alguma ternura por eles. Lembranças de Gelsenkirchen…

- só vi o fim do jogo do Benfica, mas disseram-me que o Cardozo foi finalmente expulso pela cotovelada que deu ao Tonel.

- da parte que vi, terei sido apenas eu a ouvir distintamente, quando o Mantorras aparecia na imagem a correr, “cling cling cling”? Mantorras, vê lá isso, pá, que um dos parafusos que aguenta o joelho está desapertado!

- obrigado, treinador do Bolton, por nos mostrares que existem tácticas piores que o losango!

Para a semana há mais, meus meninos.

O Artigalho

Um case study sobre a adjectivação. Mas… E os advérbios de modo, senhores, onde andam eles?

5 de março de 2008

Concerto take away (2)

Um café. Brooklin. 3 raparigas. Talvez o Mundo não seja afinal tão imperfeito.

4 de março de 2008

Haverá sangue


E é verdade: este filme não se fica pela promessa. Depois de 2h30, o sangue chega. E depois o filme acaba. E quem chegue a este filme gostando das fitas anteriores do PT Anderson e absolutamente informado da etiqueta “obra-prima a não falhar” vem preparado para gostar. E a primeira meia-hora, sem diálogos e com aquela música estranhíssima e absolutamente soberba do Jonny Greenwood, é genial. Depois quando o filme verdadeiramente começa (quer dizer, depois da meia-hora de prólogo), começamos nós a perguntar-nos se isto afinal não é de pôr na categoria “falsa obra-prima”. Mas e o Daniel Day Lewis, senhores? Sim, a composição estampilhada “Oscar” do Daniel Day Lewis é muito boa; e não a queiramos desvalorizar só por ser tão física (alguns, menos informados ou mais tontos, dirão cabotina). Mas às vezes, e é mais forte que nós, começamos a sentir uma ligeira irritação com aqueles maneirismos todos, com aqueles esgares que dizem – ou melhor gritam – “ó pra mim tão bom actor!” E quando damos por ela estamos a pensar “que pena, isto até tinha dado um bom filme”. E depois vamos para casa e pomos o Padrinho no DVD.

Sondagem

Carlos, demonstrando uma ambição talvez superior ao talento disponível, responde: “As duas!”

3 de março de 2008

Gilda


Laura regressa depois de toda a gente a julgar morta. Gilda está no fundo morta, mesmo se toda a gente, sobretudo os dois homens que a amaram, a crê viva. Ou será que estes dois homens a querem morta porque é ela que os impede de estar juntos? Porque aquilo que une Johnny a Ballin não pode ser só amizade…

Para ty e para mim

O melhor da noite de ontem foi, obviamente, a frase do Paulo Bento na flash interview da Sport TV do “para ty e para mim, é bom que esteja a acabar”. Um homem que logo a seguir a um jogo como o de ontem à noite consegue fazer um trocadilho deste calibre merece que lhe seja dada a oportunidade de inventar os losangos todos do mundo. Posto isto, é verdade que fomos, como de costume aliás e em todos os jogos contra o Benfica que não ganhamos, escandalosamente roubados. Mas gostava de conhecer o brincalhão que disse um dia àquele Tiuí : “cara, cê joga pra caramba, seu futuro está no futibol…”.

2 de março de 2008

Concerto take away

O projecto da Blogotheque é muito simples. Pegar em músicos, não necessariamente muito conhecidos, pô-los a tocar em sítios públicos e filmar. Deixar as coisas acontecer. Hoje, os Vampire Weekend algures em Paris. Lá para o minuto 6, topem bem a cliente que faz coro em Blakes got a new face.



#80.3 - VAMPIRE WEEKEND - Walcott / One
envoyé par lablogotheque

1 de março de 2008

29 de fevereiro de 2008

Riacho das Flores

Abri finalmente, após dois meses na zona de trânsito da minha biblioteca, o Rio das Flores de Miguel Sousa Tavares. E devo dizer, correndo o risco de perder todo o crédito de que disponho na blogosfera literata (what the fuck am I talking about?!? nem eu tenho crédito nem a blogosfera literata existe!!), que não se trata de um mau livro. Sim, o enredo é simples, quase simplista. Mas a estórita está, regra geral, escrita de maneira agradável e sem grandes pretensões. Lê-se bem, sob duas condições.
A primeira é, obviamente, passar a correr, e sem ler (olha, não me digas que esta merda é uma Oxford comma…), pelas chatérrimas considerações político-histórico-filosóficas que se encontram aqui e ali e que foram dissecadas pela já célebre “recensão” do nosso mais divertido Velho do Restelo, o VPV. Não que estejam mal escritas. Apenas porque representam todas, sem excepção, a opinião pessoal do autor sobre determinados acontecimentos e sobre o mundo em geral, e para isso (outra??) já nos chegam as crónicas do prolixo ex-jornalista, sobretudo se, como eu, também não as lermos.
A segunda condição é ler as cenas de sexo com o olho direito fechado. Limitar assim o campo de visão das folhas impressas transforma-se, a partir mais ou menos da segunda página em tais preparos, num exercício de alienação que apresenta algumas semelhanças com o consumo de um cachimbo de água. Com sorte, o incauto e temporariamente zarolho leitor julgará assim encontrar-se perante o Código do IRS ou, em casos mais graves, o programa de candidatura de Ribau Esteves à Câmara de Ílhavo. Devo todavia prevenir que inclinar a cabeça não vale.
Se forem cumpridos estes requisitos, esperam-te, caro leitor, algumas horas de mui agradável leitura, se não tiveres nada de mais interessante para fazer como, por exemplo, conduzir o Getafe à glória no PES 2008.

28 de fevereiro de 2008

On coolness

Diz um tal de Kalaf Angelo nas generosas colunas do Público (sem link) que o acolhem:
“Mas, afinal, perguntará o leitor, o que é ser cool? Eu arrisco-me a definir:
ser cool é saber tirar o melhor de cada experiência, por mais banal que seja. É
deixar que tudo à nossa volta pulse e vibre de acordo com a sua intensidade
própria e, sem precisarmos de nos convertermos ao budismo, encontrarmo-nos
algures dentro dessas intensidades”

Encontrarmo-nos algures dentro dessas intensidades?!?
Como dizia o Lester Bangs (Philip Seymour Hoffman) ao aprendiz de crítico rock em Almost Famous:

LESTER BANGS
They [as estrelas de rock] make you feel cool. And hey. I
met you. You are not "cool."

WILLIAM
I know. Even when I though I was, I
knew I wasn't.

LESTER BANGS
That's because we are uncool! And
while women will always be a problem for
guys like us, most of the great art in
the world is about that very problem.
Good-looking people have no spine!
Their art never lasts! They get the
girls, but we're smarter.

WILLIAM
I can really see that now.

LESTER BANGS
Yeah, great art is about conflict and
pain and guilt and longing and love
disguised as sex, and sex disguised as
love... and let's face it, you got a
big head start.

WILLIAM
I'm glad you were home.

LESTER BANGS
I'm always home! I'm uncool!

Pois.

As portas que Abril abriu

Na rua Ary dos Santos?? Mais uma okupação que se prepara?

Headers and Footers

Golo. Que simboliza, tipo metáfora manhosa, a época do Sporting.
1° acto. A bola vai ter com a cabeça do Purovic que, surpreendido, estava a olhar para o defesa do Estrela. Purovic não faz sequer menção de a cabecear, nem teria tempo de o fazer, tal a rapidez da acção. Aliás, se tivesse feito o gesto de cabecear, a bola teria ido ao lado. Não o tendo feito, a bola acaba por entrar, devagarinho, a rir-se para o Faquir ou lá como é que o careca se chama.
2° acto. Depois de ver a bola entrar na baliza, Purovic começa a correr como um louco para festejar o golo com uma única pessoa, que o esperava no banco. O seu único amigo e irmão dos Balcãs e guarda-redes suplente do Sporting, o infeliz Stojkovic. Ali ficam os dois, abraçados. Não é bem um festejo, mais parece um lamento.
Posto isto, devo dizer que o futuro do Sporting me interessa cada vez menos. Mas isso sou eu, que sou do Getafe desde pequenino.

26 de fevereiro de 2008

O Verdadeiro

Sem mantinha cor de laranja e com direito a bónus: um nosso velho conhecido no violoncelo.

Multilinguismo

Neste blog bastante interessante de um jornalista do Libération, é divulgada uma iniciativa de um eurodeputado italiano, indignado com a crescente colonização das instituições europeias pelo Inglês. Num e-mail dirigido aos seus colegas eurodeputados, dá-se conta da criação de uma associação para a “democracia linguística”, que acabe de uma vez por todas com a hegemonia injustificada do Inglês. Um eurodeputado britânico respondeu-lhe nestes termos:
"Thank you for your email. Is there any chance you can send through a copy in English?"
Que brincalhão...

Este país não é para Ruis Santos

Andam por aí (via Blasfémias) uns psicopatas que pensam demover o Rui Santos da sua cruzada contra o losango e a favor do 4-3-3. As consequências do tresloucado acto poderiam ter sido bem piores, não fosse a farta cabeleira do popular comentador o ter protegido dos golpes mais violentos. Contudo, a coisa não fica assim. Com efeito, fontes geralmente bem colocadas informaram o Mundos Paralelos que Rui Santos julgou vislumbrar, num dos meliantes embuçados, sinais de um demasiadamente evidente risco ao meio.

25 de fevereiro de 2008

Return

Nada de novo debaixo do Sol.


* genérico final especialmente dedicado ao Luis Rainha

21 de fevereiro de 2008

See you



Vou ver se é mesmo verdade que o Tube expõe estas indecências na parede. Até já.

20 de fevereiro de 2008

A Força da Experiência

Em grande forma, Baptista Bastos, um dos poucos cronistas peninsulares sem paciência para decadências (ver aqui e aqui), gasta uma página do DN a bater no Sócrates para finalmente chegar ao que lhe interessa dizer e no fundo ao tema único da crónica que em boa hora nos ofereceu:

“Valeu a pena assistir à curiosa sessão de esclarecimento, para admirar, de novo e sempre, a serena beleza de Ana Lourenço.”

Baptista Bastos, és grande!




19 de fevereiro de 2008

Rebirth of Kitsch (2.1)

Para a versão 2.0 ver aqui.

Uma Terra sem Amos

Terei deixado de perceber o joãomirandês? É que num mercado livre os projectos e respectivas autorias e responsabilidades são livremente negociados entre os interessados: se eu encontrar alguém disposto a fazer o projectozinho por mim sem lá pôr o nome ninguém tem nada a ver com isso. O Estado não deve interferir nestes acordos livres. Por outro lado, o respeito pela vida privada impede seja quem for de ser obrigado a responder por actos praticados no exercício da sua profissão, durante uma altura em que não exercia responsabilidades políticas, na medida em que não tiver sido praticado nenhum ilícito penal ou administrativo. Por outro lado ainda, querer impor critérios estéticos a projectos e construções é indigno de um verdadeiro liberal que preze acima de tudo a liberdade individual. Conclusão: detecto perigosos sintomas de estatismo e mesmo estalinismo nos cheerleaders do mercado livre. A não ser que seja aquela doença do excesso de cobre que deixa o pessoal maluco e que o House está sempre a descobrir.

18 de fevereiro de 2008

A (tres)ler

Pensei ser uma posta sobre futebol mas apercebi-me depois, rapidamente, tratar-se de um comentário às influências nefastas das substâncias ilícitas sobre a juventude portuguesa.

Liga Bet & Win

Se eu fosse o maradona, perguntava também o nome e ano de nascimento das cavalgaduras onde os senhores vão montados. É que com estas modernices de wikicoisos, googles e quejandos (principalmente este último, linda palavra, não?) ele nunca se sabe...

17 de fevereiro de 2008

Amateur

Do manancial inesgotável do You Tube. Uns erros lá pelo meio: desculpável. O cor de laranja da manta onde se encontra o teclado: priceless!


16 de fevereiro de 2008

Andrei & David

Não há - nunca houve - nada mais importante que manter a chama acesa.

15 de fevereiro de 2008

Topless

Outra das razões porque amamos a América é por ser o único país do Mundo onde a expressão “Wardrobe Malfunction” existe. E agora também se aplica às tatuagens. E anda este amigo preocupado com o Metro de Londres…


Amy antes dos Grammys // Amy durante os Grammys

14 de fevereiro de 2008

Yes he can

E soou bem. Que resta dizer depois dessa análise portentosa a não ser manifestar a esperança que haja um renascer da antiga alma morangal para que também nós possamos continuar a beneficiar da nossa análise semiótica preferida. Na condição sine qua non, completamente de acordo, do regresso a Cascais.




Saravá Henri

Reza a lenda que foi esta canção que esteve na origem de tudo. Ao ouvi-la, Tom Jobim teria tido a iluminação de tirar dois tempos ao samba, de lhe acrescentar não só acordes de 7ª, como no jazz, mas também de 11ª et de 13ª. E pronto, estava inventada a Bossa.



Henri Salvador - Dans mon ile
envoyé par Henri-Salvador

13 de fevereiro de 2008

Causas da decadência dos colunistas peninsulares (2)

“Terminámos o serão com um campeonato de matraquilhos em fato de gala.” (via Corporações).

PS: se bem que a gente possa duvidar que o Sir Sword alguma vez tenha sido grande em seja o que for, a não ser na comicidade involuntária ...

Desenvolvimento insustentável


Obviamente, a frase da semana. Começo a perguntar-me onde é que os assessores do Bloco de Esquerda vão buscar este talento para a punchline.

12 de fevereiro de 2008

Causas da decadência dos colunistas peninsulares

“Convém, porém, fazer uma pequena observação: Pacheco Pereira e Pulido Valente foram em tempos colunistas de grande qualidade e que contribuíram, efectivamente, para novas perspectivas no debate de ideias em Portugal”

Concordando em absoluto com tudo que o que escreve o Diplomata antes deste parágrafo. Também não nego que tenham sido, em tempos, grandes colunistas. Mais PP pela estatura intelectual, embora o estilo outrora incisivo (e actualmente apenas caceteiro) do VPV me fosse mais agradável de ler. Mas alguns existem que pretendem nunca ter sido enganados pelo VPV. Sobretudo aqueles que presenciaram, já há uns anos largos, VPV em plena apresentação de mais uma solução de sua autoria para resolver os males da civilização ocidental, perante uma plateia extasiada de diplomatas e assimilados, para ouvir depois um dos poucos não portugueses presentes dizer calmamente “por acaso, também li a recensão desse livro na New York Review of Books desta manhã”.
Só se ouviu depois um pscchhiitt. Era o som do balão VPV a esvaziar… E parece-me que não tem parado de perder ar desde essa altura.

O Saruman das Antas

Eu já tinha desconfiado disto. Como é que o Sporting pode perder um(uns) campeonato(s) sem ser por intervenção da mais tenebrosa magia negra? Vede e ouvi, incréus.


And the Grammy goes for…

Neste vídeo, lá para o fim, aparece um senhor com ar muito digno a tocar piano. Pois, é o Herbie Hancock, o mesmo que, sem precisar absolutamente nada disso, acaba de ganhar o Grammy do melhor álbum do ano. Eu disse: do melhor álbum; não disse do melhor álbum de jazz. Ainda por cima só com temas da Joni Mitchell. Como é que eu ainda não tenho este álbum, isso sim é que já é mais difícil de compreender.

Estou inocente!





11 de fevereiro de 2008

A vast conspiracy!

Declaro aqui formal e solenemente que se o Governo me quiser acrescentar à lista de pagamentos da Central de Bloggers, está à vontade. Adoro conspirações. NIB disponível se solicitado.

8 de fevereiro de 2008

Jesus rules?

Por uma questão de princípio, nunca admitirei gostar seja de que rock cristão for. Com excepções, claro. Tiago Guillul não é uma delas. Excelente blogger, decerto, talvez espectacular pessoa, mas músico medíocre. Ainda assim, detecto algumas virtualidades em Beijas como uma freira. Já os Pontos Negros são interessantes, embora sofram por ter um vocalista que canta demasiado bem. Nada que um bom produtor não possa resolver.
E pronto, achei que o mundo não poderia passar sem conhecer esta minha opinião fundamental.

Endorsement

7 de fevereiro de 2008

On the cover of the Rolling Stone

Well we are big rock singers, we've got golden fingers
And we're loved everywhere we go
We sing about beauty and we sing about truth
At ten thousand dollars a show
We take all kind of pills to give us all kind of thrills
But the thrill we've never known
Is the thrill that'll get you when you get your picture
On the cover of the Rolling Stone

{Refrain}
Rolling Stone
Wanna see my picture on the cover
Rolling Stone
Wanna buy five copies for my mother
Rolling Stone
Wanna see my smilin' face
On the cover of the Rolling Stone



35 milhões? Não, não tenho



5 de fevereiro de 2008

O dedo mindinho

É sempre bom ler os especialistas. Mais a mais quando citam os melhores.

“Em suma: se eu tivesse de apostar, apostava Clinton sem a mais pequena hesitação, mas não apostava a casa e o carro. Apostava, sei lá, o dedo mindinho da mão esquerda “

Domingo

No escuro, à espera de vinte guitarristas. Antes disso, cinco acordeonistas interpretam um tema de Mika. Depois acordei.

1 de fevereiro de 2008

Um drama dos tempos modernos

Cronologia






Rebirth of Kitsch (2)

Quem diria que eu alguma vez gostaria de uma canção onde a dada altura se eleva um coro de vozes femininas etéreas cantando mais ou menos isto: Did I say that I love you? Did I say that I want to Leave it all behind? E, no entanto, desde que a ouvi em banda sonora do filme Closer, fiquei ouvinte atento e deliciado da canção The blower’s daughter (do álbum O) de Damien Rice.
Em minha defesa, poderei avançar que o caso muda um pouco de figura quando a gente se dá afinal conta que o cantautor não diz “love” mas “loathe”, o que, convenhamos, muda completamente o sentido da canção.
Ainda assim, não há desculpa para o amante de música alternativa que, tomado por um ataque de loucura que se espera temporária, confessa gostar de um tema que reúne todas as condições do kitsch: melodia jeitosa, arranjos lamechas, violoncelos manhosos e coros femininos – lá está – etéreos. E todavia ….
E todavia eis uma canção que posso ouvir, sem problemas, 2 ou 3 vezes seguidas, sem nunca deixar de me encantar pelo universo sonoro, entre folk vagamente celta (terei já dito aqui que detesto música celta?) e rock sinfónico (ai, que eu também ouvi ELP e Renaissance, mea culpa mea culpa), que Rice vai criando lentamente, de maneira quase insidiosa, até nos apanhar na sua teia melódica diabólica.
Tenho dito a mim próprio, em processo acelerado de auto-desculpabilização, que a culpa é da cena final de Closer – aliás filme medíocre – quando Natalie Portman é filmada em slow motion (à la Sam Peckinpah mas sem os tiros), brilhando entre a multidão anónima, ao som dos últimos acordes do tema em questão.
Não sei, pode ser…