15 de julho de 2009

A colheita

Quando menos esperas, chega a urgência de voltar ao essencial. Não se trata de te arrependeres, mas apenas de ter a humildade de reconhecer o que é verdadeiramente importante. E o Verão é uma altura tão propícia a isso.


13 de julho de 2009

Web 2.0? Pois...

Assim fica demonstrado que algumas pessoas serão ainda pouco sensíveis aos apelos das petições online. Em jeito de protesto silencioso, deixemos aqui a lembrança destes seios que já não são.


11 de julho de 2009

Fim de Semana

Da série "se fosse outro gajo qualquer atiravam-lhe tomates"

10 de julho de 2009

State of Play

Vi alguns episódios da mini-série da BBC que State of Play começou por ser (e que João Lopes, na sua posta sobre o filme, não refere). Se bem me lembro, a tónica era colocada no aspecto político, sobretudo na corrupção de políticos pela indústria petrolífera. Por uma vez, a adaptação do filme aos padrões de Hollywood acaba, paradoxalmente, por torná-lo melhor. A mini-série política que era State of Play torna-se no filme uma ode ao jornalismo de investigação e numa discreta homenagem aos thrillers políticos dos anos 70. Longe da histeria colorida de The Last King of Scotland, State of Play, filmado com competência e servido por bons (alguns deles muito bons: Helen Mirren é fantástica, como sempre!) actores, revelou-se uma agradável surpresa.

Eu também sou prestável q.b.

Não terei Browning nem Shakespeare para oferecer, mas no filme (?) Over Her Dead Body, Paul Rudd, detectando Infinite Jest sobre a coffee table, pergunta à jovem ruiva que ele tem debaixo de olho se ela gosta de David Foster Wallace, ao que a jovem responde que conseguiu ler umas linhas e deixou-o depois sobre a mesa para as visitas (a jovem em questão desenvolve em part-time a actividade profissional de medium) pensarem que ela é intelectual. Esta resposta perturba sobremaneira o nosso homem, que tinha comprado um livro de contos do dito Foster Wallace (não consegui detectar o título) para oferecer ao alvo das suas atenções. Embora já se tenha visto melhor como estratégia de engate, Paul Rudd acaba por conseguir levar a ruiva para a cama.
Donde: não sei se ando a ler Foster Wallace a menos (a única coisa que li, o artigo da Harper’s aconselhado pelo Casanova, não conta: é como ver um jogo de preparação sem ligar ao campeonato) mas ando seguramente a ver filmes mete-nojo a mais.

8 de julho de 2009

Ortodoxia

As postas precedentes demonstram que este blog cedeu - excepcionalmente, note-se - a algum exibicionismo Web 2.0. Lamentável, mas compreensível: não tendo eu sido nomeado chefe dos serviços secretos nem tendo a minha página do Facebook fotografias interessantes, permiti-me um pequeno desvio às regras. Mas acabou. Voltou a ortodoxia e a doce inactividade das postas irregulares.