31 de dezembro de 2009

Fim de Ano

Erguer barricadas numa rua deserta? Sim, definitivamente, esta é a minha música do ano.

22 de dezembro de 2009

Jaime Nogueira Bauer

Estava o Bloom procurando no Ionline a última diatribe de um tal de Roseiro contra o Sporting quando se deparou com isto. Que o Jaime Nogueira Pinto seja um fã do 24 não é de espantar. Talvez ele até conheça outro grande apreciador da série e emblema da direita judicial americana, o grande Antonin Scalia. O justice Scalia, que é aliás um dos fachos mais brilhantes que me foi dado ouvir e ler, criou um pequeno escândalo aqui há uns anos quando tentou justificar a tortura recorrendo ao argumento Jack Bauer. Como saberá o leitor que aqui pára por engano (obrigado, Google!), este blog é um apoiante incondicional do Jack Bauer (embora a 6ª temporada seja uma bela merda; deposito algumas esperanças na 7ª temporada, objecto das preocupações do Jaime Nogueira Pinto; aliás, Jaime, fica aqui um conselho de fã a fã: vê sempre o 24 todo seguidinho em DVD, é muito mais giro que seguir um só episódio por semana). Eu percebo que estes grandes apoiantes da direita pura e dura se entusiasmem quando o Jack Bauer tortura um perigoso terrorista islâmico e salva Los Angeles da aniquilação total. Nos tempos que correm, eles têm tido, coitados, poucas possibilidades de dar uso à adrenalina, agora que a Casa Branca se amaricou. Talvez eles nem se apercebam que 24, respeitando sempre os mecanismos da série mainstream generalista, é até mais sofisticada e – ousemos o palavrão – multilateral do que eles pensam: as coisas não são tão simples como parecem, o mundo não é a preto e branco e Jack Bauer tem que se debater com complexos problemas morais que o atormentam; é aliás essa tensão entre moral e pragmatismo (mais uma dica de fã para fã, Jaime: essa tensão terá a sua origem na própria tensão entre os dois criadores da série, com concepções políticas algo diferentes; e se, caro Jaime, estiver mesmo motivado, eis a pièce de résistance: este artigo da New Yorker) que atrai tanto em 24.
Como dizia, tudo isto se percebe. Mas o que mais apetece dizer quando se lêem estes encómios dos fachos ao grande Jack Bauer é apenas e só: hey pessoal, acordem, que isto é só entertainment!


Don't go to the light, Jaime, please don't go to the light...

11 de dezembro de 2009

Chique a valer

E de repente passou a ser chique dizer mal de Paul Auster. Isto não é de agora. Por razões que me escapam – embora tal queira dizer pouco: ele há imensas coisas que me escapam e a culpa é seguramente minha – determinado escritor, realizador ou músico deixa de cair no goto da intelligentsia. Compreende-se o ódio da intelligentsia a Paulos Coelhos e quejandos: seria odioso – ou simplesmente out – ser confundido com um banal leitor de uma salada metafísica fora de prazo: they are simply better than that. Ainda por cima, ele escreve mal. Com o Auster, será um fenómeno mais difícil de explicar. Cansaço ou militância? Desdenho ou vontade sincera de educar as massas ignaras? Mistério.
Quanto ao Auster da discórdia: li na diagonal o texto do James Wood, que é certamente inteligente e elegante, como todos os que ele escreve. Mas como a minha idade já pode ser chamada de provecta, tenho que começar a escolher melhor o que me resta ler daqui até à degenerescência física e mental: logo, prefiro passar o meu tempo lendo, quando o comprar, o último Auster.

Fim de Semana

Para este fim-de-semana, uma das minhas all time favorites. Eis o pretexto.


10 de dezembro de 2009

Climatologista, muçulmano e gay

Num daqueles debates de que só a blogosfera detém o segredo, discute-se se ter mulher-a-dias é um traço distintivo da classe média. Este tema, independentemente do seu interesse intrínseco, teria a vantagem teórica de poder despertar as virtudes de polemista da blogosfera reaça, que proporciona regularmente momentos de diversão para toda a família. Infelizmente, por uma daquelas coincidências temporais dignas do teatro de boulevard, esta polémica tão promissora fez pscchtt, como o balão que se esvazia, assim que entrou em cena a cimeira de Copenhaga e a grande conspiração dos ecologistas, que tentam enganar o mundo inteiro convencendo-nos que isso do aquecimento global é pouco mais que uma história da carochinha. Obviamente, isto não surpreende ninguém. Os que querem defender a integridade científica contra os alarmistas ecologistas que nos tentam enganar são os mesmos que nos têm alertado contra os perigos dos integristas muçulmanos, cujas hordas bárbaras estariam prestes a desembarcar em Lisboa, de cutelo na mão para excisar as nossas raparigas ocidentais, depois de as fechar em esconsos minaretes, dignos das masmorras da Bastilha. São os mesmo que há tanto tempo nos avisam dos malefícios do lóbi gay, que está aí prestes a descaracterizar a nossa querida civilização judaico-cristã e a esterilizar de facto a espécie humana, condenada a lentamente definhar. Esta gente encontrou o personagem que povoa os seus mais terríveis pesadelos: um climatologista da universidade de East Anglia, muçulmano, barbudo e gay.
Dito isto, porquê persistir em repetir evidências? Mais vale ir reler isto, que quase – digo bem quase – me fez arrepender de não ter votado nele.

8 de dezembro de 2009

Matéria Mais Cinzenta


A matéria mais cinzenta não te vai salvar.
Algo mais o fará?
Não acredito.
...

4 de dezembro de 2009

2 de dezembro de 2009

O Homem do saco (2)

A alegoria do mundo paralelo. Simple recurso estilístico ou verdadeira fuga ao real? Como aquela personagem de Vineland: terá ela na realidade sido vendida como escrava sexual para um bordel japonês mas no único intuito de participar numa conspiração para assassinar um procurador, através de um técnica ninja secreta que consegue fazer com que a vítima morra apenas um ano mais tarde… ou terá passado esse período no hospital psiquiátrico?

1 de dezembro de 2009

Eu troll me confesso

Pela primeira vez na minha vida blogosférica, se é que assim lhe posso chamar, um blogger censurou-me um comentário. Isto é tanto mais espantoso quanto a probabilidade de isso acontecer me parecia ínfima: desde logo por raramente me atrever a comentar, a maior parte das vezes por preguiça. O comentário, esse rei da imediação, por permitir a reacção a quente e geralmente impensada (por vezes impensável) é, como se sabe, o refúgio supremo do troll. Graças ao comentário, os nossos mais baixos instintos libertam-se e vão viajando alegremente pela maledicência, o insulto soez e até – sim, já vi com estes que a terra há-de comer – a ameaça física. A posta apresenta normalmente sobre o comentário a vantagem da reflexão prévia: forma-se entre o cérebro e a pena um lapso de tempo que permite por vezes o arrependimento e até, com alguma sorte, o reconhecimento, porventura tardio, da falta de talento. Digo normalmente porque existem algumas excepções evidentes, de que o signatário é a amostra perfeita: nem a posta lhe sai bem, quanto mais o comentário. Assim, bem andou o blogger em questão, que teve o cuidado elementar de enviar um mail explicando calmamente porque sou eu um vulgar troll. Parecendo que não, ajuda. Embora – deverei dizer infelizmente? – não resolva.

Mais 2012

A despropósito:

"Se as condições fossem alteradas de forma a não discriminar os potenciais clientes que o Miguel Vale de Almeida acha que foram discriminados, a promoção ficaria reduzida a um "compre uma gamebox e tenha desconto na segunda", estratégia comercial que pode fazer sentido com os pacotes de ice tea do Lidl, mas que aplicada à venda de lugares para jogos do Sporting resultaria numa quebra de receitas inevitavelmente conducente à permanência de Pedro Silva no plantel até ao fim do calendário Maia, altura em que vamos todos morrer, menos as baratas e provavelmente o Pedro Silva."

Das baratas já eu me tinha lembrado, mas não me passou pela cabeça que o Pedro Silva poderia sobreviver ao cataclismo Maia. Logo, começo a ficar mais preocupado com o insucesso desta promoção.

30 de novembro de 2009

2012

Uma das minhas múltiplas fraquezas é a de gostar de filmes catástrofe. Dos clássicos cometa, maremoto ou meteorito à mais requintada paragem de circulação do magma do núcleo da terra; da vulgar erupção do vulcão ao terramoto mais manhoso; sem esquecer – como seria possível? – a invasão alienígena ou a revolta das máquinas. Daí não poder faltar ao clássico filme catástrofe de Natal, que desta vez nos apresenta o fim do mundo segundo os Maias (não confundir com a Maya). Devo dizer que passei um agradável momento, a que não será estranha a competente realização do encarregado da obra, um alemão reincidente em filmes desta natureza, que não descurou nenhuma das grandes características clássicas deste tipo de fita, e desde logo a regra nº 1 desde o saudoso Deep Impact: se o Mundo está prestes a acabar, o presidente dos EUA deverá ser preto. Reconheço alguma razão a quem critica a aposta deste tipo de filmes na mera surenchère (outra regra básica: se o filme catástrofe do Natal do ano passado tem um tsunami, o deste ano terá no mínimo dois tsunamis e se possível três). Mas que querem? Sem querer citar o anúncio mais irritante dos últimos tempos, poderíamos de facto viver sem esta corrida-ao-faço-mais-que-qualquer-outro-filme-que-vocês-tenham-visto mas… Pois, vocês sabem o resto.


Da janela vê-se o Corcovado, o Redentor... Ei, cadê ele?

27 de novembro de 2009

Descoberta

Assim ainda há salvação para a bloga. Fantástica descoberta (via FJV).

amostra

26 de novembro de 2009

The Box

Mensagem para todos aqueles que pensam que todos os livros – e todos os filmes – se limitam a ser uma enésima variação do Crime e Castigo: têm razão. Para além do dilema moral, aprenderemos – com os protagonistas – que cada acto tem uma consequência, que poderá ou não ser dramática. A fantástica reconstituição, para maior gáudio da garotada que decerto muito apreciará, da tão subestimada década de 70 contribui para banhar o filme num ambiente de estranheza inteligente, quase lynchiano. O filme é extremamente bem construído e nesse sentido quem gostou de Donnie Darko não sairá defraudado. No entanto, quando chegamos perto do fim, num crescendo que se pretende dramático, fica a dúvida de saber porque é que um filme inteligente não consegue despertar-nos a mesma emoção que outros, porventura menos conseguidos, conseguem; talvez tudo neste filme seja demasiado liso, demasiado frio, demasiado, passe o palavrão, intelectualizado. Resta a fabulosa banda sonora, que me levou, mesmo sabendo que nos tempos que correm basta ir à Net para tudo descobrir, a esperar pelo genérico final para me surpreender: é esta gente que faz a música!

Como? O salário mensal do Carvalhal? Isto?!

24 de novembro de 2009

Semana

Mais RTP Memória ou Billy Corgan com cabelo

Photograph by Michael Lavine courtesy of Grunge (Abrams Image)

21 de novembro de 2009

20 de novembro de 2009

Mário


Quem passou pelo CITAC nos idos de 80 nunca o esquecerá. Até à vista, Mário.

19 de novembro de 2009

La main

c'était main, monsieur l'arbitre!!

Teoria da conspiração

E se o golo tivesse sido invalidado e a Irlanda viesse a perder nos “pénaltes”? Ah e tal ficariam tristes mas daqui a um ano já se tinham esquecido da coisa: não é a primeira vez – e não será seguramente a última – que estes garbosos rapazes ficam a ver o Mundial em casa. Mas depois de tudo o que aconteceu, a noite de ontem em Saint-Denis já entrou na História. Estes rapazes serão lembrados para todo o sempre e os nomes de Keane, Doyle e O’Coiso andarão na boca de cada irlandês, sempre que se falar de injustiças épicas. Muitas pints serão bebidas e muita animação será sentida em todos os pubs do verde país, por muitos e muitos anos. Esta que acabo de expor – e não esta – é que é a verdadeira teoria da conspiração.

18 de novembro de 2009

De quem é o Carvalhal?

Esta notícia é temporalmente adequadíssima: felizmente, no dia em que o Humberto Coelho foi despedido, já o Carvalhal era, como diria o Zé Mário Branco, nosso. A experiência tem-me ensinado que é quando julgamos que a coisa bateu no fundo que o pior acontece. Desta, todavia, livrámo-nos.

13 de novembro de 2009

Generation Gap

“Pai, esta música não tem nada a ver com o filme, pois não?”
“Que filme?”

29 de outubro de 2009

Ei-lo

Aprecie-se a elegância dos calções do guitarrista...

Tenho andado à procura deste solo do Steve Hackett

“O que vale é que, depois da nomeação de Santos Silva, o Governo foi buscar um especialista para secretário de Estado da defesa e dos assuntos do mar: Marcos Perestrello.”

O Pedro Sales, blogger que me é aliás eminentemente simpático, não tem culpa nenhuma. Eu sei que ele está a fazer o trabalho dele de dirigente da oposição e que esta posta teve apenas o efeito da gota de água que transbordou o copo do meu retiro político. A brincadeira que ele faz com um tal de Marcos Perestrello (que aliás não conheço) é glosada de muitas e variadas maneiras por muitos comentadores e opinion makers. É que não sei de onde vem esta ideia absolutamente peregrina de que os ministros (ou, vá, os secretários de Estado) têm que ser forçosamente especialistas das matérias que vão tutelar. Se me parecem óbvias, por razões práticas, as vantagens destes putativos ministros não desconhecerem totalmente tais matérias, o que se exige do Ministro da Economia não é que seja um óptimo economista ou que saiba muito de Finanças: para isso estarão lá, em princípio (segue-se agora um wishful thinking), os especialistas da administração pública. O que se exige do Ministro da Economia, para ficarmos por este exemplo, é que seja um excelente político. Que saiba tomar e impor à sua administração decisões políticas. Que saiba trabalhar politicamente para defender as ideias e tomar as posições que acredita serem as melhores para a comunidade. Quem anda sempre com a superioridade da Inglaterra na boca (o que não me parece ser o caso do Pedro Sales, admito) deveria interrogar-se mais sobre a razão pela qual todos os membros do Governo de Sua Majestade têm que ser obrigatoriamente deputados da Nação.
Pronto, agora que desabafei já posso ir à procura daquele tutorial sobre o solo do Steve Hackett no Here Comes the Supernatural Anaesthetist.

27 de outubro de 2009

Tell me something new

O DN de hoje anuncia que “O Homem Moderno fez sexo com Neandertais”. Mas não está isso sempre a acontecer todos os dias a tantos Homens e Mulheres Modernas?

Swell?

Pois, primeiro não há ondas, depois vem uma onda gigante, depois fazem misérias ao Saca (aahh, o fado português, é tão reconfortante reencontrá-lo), depois o Slater perde para um rapazote, depois vem o nevoeiro. Mas afinal não era só com o Saramago que deus devia estar chateado?

26 de outubro de 2009

Speaking in tongues, sp eak in gi n to ngu es…


Se eu próprio não percebo, como raio vais tu perceber?

24 de outubro de 2009

Fim de Semana

Para este fim de semana, uma dúvida: Alexandre e Ana, por onde andais?

21 de outubro de 2009

Two Ways To Leave Your…

Em certa cena de The Wrestler, o personagem de Mickey Rourke, marcado pelo tempo e não só, diz que os “nineties sucked”. Para ele, tinha sido a idade do esquecimento e da descida aos infernos, ainda por cima vindas logo depois da euforia exuberante dos “eighties”. Se começar a tentar lembrar-me, facilmente chego à conclusão que os anos noventa foram seguramente a década em que menos filmes vi, menos livros li e poucos discos, a não ser os que já tinha, escutei. Não posso verdadeiramente dizer, como o Mickey Rourke, que os “nineties sucked”: falta-me História para isso. Posso no entanto afirmar, sem fugir muito à realidade, que os anos noventa me passaram mais ou menos ao lado. No entanto, foi a década em que me casei, em que mudei de país, em que comecei a trabalhar no que realmente gosto, em que tive os meus dois filhos, em que comprei uma casa, em que tive um cão… é melhor parar aqui, não quero maçar os meus leitores mais que o estrito necessário.
Digamos que os anos noventa foram talvez a década da minha vida em que fui mais feliz. Nesse sentido, eu não passei ao lado dos anos noventa, antes pelo contrário. Sendo a felicidade um conceito muito relativo, isto não será em si digno de grande registo. Mas convence-me que existem sempre pelo menos duas maneiras de ver as coisas. Não sei se, como diz o lugar comum, o melhor ainda está para vir; sei que o que vivi foi já muito bom.

20 de outubro de 2009

Mundo Cruel bis

Este mundo anda tão mais perigoso quanto a gente se apercebe - graças ao Google, claro - de como era a Shauvon antes da Queda.

Mundo Cruel

Do DN de hoje:

Shauvon Torres, de 24 anos, estava a realizar uma prova do 'reality show' “The Real World” em que tinha de saltar para um lago. Com o impacto da queda na água, um dos implantes mamários de Shauvon rebentou.”

O que impressiona neste video não é tanto a explosão do implante da pobre Shauvon. É o riso dos colegas quando ela anuncia chorosa que a mama já não o era. Este Mundo anda perigoso.


19 de outubro de 2009

Goodbye Peniche

Este é também o destino dos pequeninos. Depois de tudo preparado e montado, depois dos hotéis cheios, dos 80 000 espectadores, dos surfistas e das miúdas, depois disto tudo … vai-se a ver e não há ondas. Chato.

Good Morning Peniche

...que isto não é só bola...

a seguir também - onde mais? - aqui

18 de outubro de 2009

Outono?


Though nothing can bring back the hour
Of splendour in the grass, of glory in the flower

16 de outubro de 2009

FlashForward

Pois, é um lugar comum dizer que algumas séries são tão boas ou melhores que 80% da produção cinematográfica actual. E esta, ao fim de dois episódios apenas, nem parece ser assim tão boa. Mas nenhuma série cuja musiquinha de fim seja esta pode ser completamente má. Esperemos portanto.


- Porra, isto tudo foi o Pedro Passos Coelho a passar por aqui?!

No comments?

Eu sei que não vale a pena e ainda bem que os comentários desta posta foram desligados, mas esta prosa requentada de uma outra época mistura e amalgama tanta coisa diferente (homossexualidade, pedofilia, militância esquerdista e j’en passe), no mero afã de fustigar os “esquerdistas”, que começa de facto a tornar-se cada vez mais provável algum trauma antigo, ideal para ocupar os tempos livres de algum discípulo mais ocioso do velho Segismundo de Viena ou os alegres membros de um círculo de ex-maoístas reconvertidos.

O Povo saúda os seus representantes no Soviete da Nação

"[Pacheco Pereira] foi, aliás, um dos deputados mais assediados pela comunicação social, nos corredores da AR. Mas não conseguiu "bater" Rita Rato, a elegante deputada comunista que atingiu o recorde do maior número de entrevistas dadas num só dia na AR. "

Fraco que sou, fui imediatamente googlar a novel deputada que bateu logo no primeiro dia o Pacheco em popularidade. E só posso dizer que, com jovens representantes deste calibre, a classe operária tem ainda muitos e bons dias pela frente.


14 de outubro de 2009

Cenas de uma família chinesa

Pequim, cerca das 8 da noite
- Ó Chang, filho, anda jantar que o cachorro está a esfriar…
- Espera aí só um segundinho, querida, que estou aqui a ver umas coisas.
5 minutos depois
- Chang Manuel, porra, anda comer que eu quero ir ver a telenovela….
- Só mais um bocadinho.
- Mas afinal que estás tu a fazer no computador?
- Ó Lin, filha, estava só aqui a ver a descrição de bens neste arrolamento do 2° Juízo Cível de Lisboa, que interessante que isto é
- Mostra lá, mostra lá…

É só fracturar

Nesta casa também se lamenta, obviamente, esta fractura do perónio (sim, que a gente não é monstro nenhum…). Trata-se no entanto de uma óptima notícia para a Floribela, que assim poderá ter o tempo todo do mundo para dar petits soins ao seu amor, e para o Sporting, que jogará com um tosco a menos.


Pluralismo democrático

A grande vantagem dos blogs colectivos é poder ler coisas tão antagónicas como esta e esta. Este pluralismo democrático apresenta óbvias vantagens relativamente aos blogs individuais como este onde governa a ditadura do indivíduo. Já quanto aos disparates, consigo dizer sozinho quase tantos como eles todos em conjunto.

13 de outubro de 2009

Submarinos

Regressado de paragens longínquas, deveria o escriba preocupar-se com temas sérios como o Nobel da Paz, os resultados das autárquicas ou mesmo o bruxo Pepe. Afinal, o que lhe retém a atenção é esta reunião original do governo das Maldivas, que prepara o seu próximo conselho de ministros debaixo de água (uma estreia mundial, parece) para chamar a atenção do Universo sobre as consequências dramáticas do aquecimento global. Pensa o escriba ser este um exemplo a seguir por muito outros governos, embora se devesse negar a alguns deles a vantagem de terem botijas de oxigénio.

8 de outubro de 2009

Around The World?


Sentia, ainda assim, o Mundo a fugir.

Travel

Auto-suficiência? Porquê?

6 de outubro de 2009

Semana da Moda

Que fique claro: este blog não poderia deixar inassinalada (pergunto-me se esta palavra existe...) a semana da moda em Paris. Donde: um clássico.


5 de outubro de 2009

District 9

É bom saber que podem existir hoje jovens realizadores que cresceram entre velhas fitas de Carpenter e de Cronenberg. Que se pode voltar a fazer uma boa ficção científica política como nos velhos tempos – não esquecendo de lhe acrescentar uma pitada moderna Web 2.0, câmara de reportagem, etc. – e ainda assim dar-nos monstros horrendos, metamorfoses e muito tiroteio. Sim, é um filme engraçado e dá pica. Mas amanhã já o esquecemos, não é?

1 de outubro de 2009

Portrait of the Bloom as a...

... jornalista da Sport TV. Que pergunta, na flash interview, ao jogador da equipa derrotada "Pétosco, como explica esta derrota? Não vale utilizar as expressões 'continuar a trabalhar' e 'levantar a cabeça'".

30 de setembro de 2009

Comunicação ao País (2)

Dito isto, e esclarecendo que não tive pachorra para ver em directo e por isso me socorro dos relatos da imprensa, só fico supreendido pelas reacções de quem se diz decepcionado pela intervenção do Cavaco. Ou são todos muito novos ou esqueceram-se dos anos do cavaquismo. Felizmente, ao contrário dessa altura, já não vivo em Portugal: já não preciso de suportar a confrangedora nulidade cavacal.

29 de setembro de 2009

Comunicação ao País

Por vezes dou por mim a perguntar-me porque terei dado determinado passo, exprimido certa opinião ou feito uma dada escolha. Se não consigo sequer estar de acordo comigo próprio, como poderia fazer uma comunicação ao país? Ou mesmo – argumento ad absurdum – manter um blog?

27 de setembro de 2009

Dia de Eleição

Neste dia de eleição, permitam-me divulgar o meu voto: aqui estamos sempre ao lado dos fracos, portanto votamos no Polga.

23 de setembro de 2009

Valsa com Bashir e os meus 18 anos

Sei agora quão errado estava em não ter ido ver Valsa com Bashir quando estreou nas salas, por desconfiar daquilo a que João Lopes chama o “dispositivo” do “documentário em desenho animado” e o respectivo risco de se reduzir aquela história “a uma solução formalista e algo exibicionista”. Estava errado, claro, porque se trata de um grande filme. E percebi a dimensão do meu erro quando, mais ou menos a meio do filme, se começa a ouvir uma canção dos PIL. Em 1983, eu tinha 18 anos. E encontrava-me no meu Líbano pessoal.


21 de setembro de 2009

O regresso do porco


Chelsea, Dezembro de 1976


Melbourne, há uns dias

O regresso da gata

A invocação de Murakami resultou. A gata regressou e penso mesmo ter detectado no seu comportamento recente um certo ar de triunfo.



17 de setembro de 2009

O Sucesso

Talvez exista quem nunca se aperceba, mas só nos tornamos verdadeiramente adultos quando passamos a ter alguém cuja vida é mais importante que a nossa. A adolescência tardia pode tornar-se embaraçosa. Embora, admito, divertida.

16 de setembro de 2009

One man One vote

Estou preocupado por não ter ainda recebido o boletim de voto que deverei enviar para Portugal. No entanto, também gosto da ideia de ser o meu boletim o último a chegar às mesas de apuramento e assim, por um extraordinário concurso de circunstâncias, ser ele a decidir quem será o próximo Primeiro-ministro. Atenção, isto não é original: sei que já vi um filme assim mas não me lembro com quem nem de quem. Felizmente, existe a Wikipedia.

11 de setembro de 2009

Da dimensão trágica do Peseiro

Várias publicações – esta é apenas um exemplo – têm insistido nesta ideia de ser o Peseiro o treinador do quase. E no entanto há, apesar de tudo, uma dimensão trágica neste destino de ficar tão perto da Glória e acabar por morrer na praia. Uma dimensão que acaba por emprestar uma certa dignidade ao personagem. E a essa aura – essa dignitas – jamais poderá o Bento aspirar.

9 de setembro de 2009

When September Comes

Já me parece mais grave que um homem tão preocupado com a competitividade e a produtividade nacionais fique à espera, rato na mão, das 09:09:09 de 09/09/09 para postar. Felizmente, como em quase toda a actividade bloguística mirandesa, trata-se de uma posta minimalista. Apreciei muito esta última característica.

Mais perto do Sol

Para um 09/09/09, o dia até está a correr bem.

8 de setembro de 2009

Outro conselho

Eu sei que estas novas gerações não gostam de ler francês, mas a edição francesa dos Inrocks desta semana tem um suplemento especial muito razoávelzinho sobre esse assunto.

4 de setembro de 2009

Fim de Semana


Pobre daquele cujas descobertas acontecem quando o Verão já vai alto

Entretanto, na TVI (cont.)

Parece-me mal que a Administração da Media Capital ou da Prisa ou lá o que é se imiscua assim numa eleição legislativa, apoiando tão descaradamente o PSD e Manuela Ferreira Leite.

3 de setembro de 2009

Entretanto, na TVI

Sócrates demonstra alguma fraqueza no que diz respeito a citações cinéfilas. “Sei o que fizeste no Verão passado”?! Pfff…

Inglourious Basterds

O sétimo filme de Quentin Tarantino é provavelmente o melhor desde Jackie Brown. Depois de três experiências falhadas, Quentin regressa em grande forma com um filme que não se limita a ser um repositório de citações cinéfilas para alguns iluminados (e quem conhece em Portugal o Piz Palü ou Danielle Darrieux?). Mais que tudo o resto (e este “resto” é imenso: diálogos fantásticos, actores maravilhosos, etc., etc.), é o postulado de base de Quentin – ter sido o cinema a derrotar o nazismo – que interpela o espectador. Logo, não se trata apenas de reinventar a História. Trata-se de nos dizer que é possível que a poesia seja o motor do mundo. E nós acreditamos.

1 de setembro de 2009

Never away for too long

Donde o novo blog do Pedro Mexia, Lei Seca. Por enquanto, temos Smiths, ponchos e álcool.

31 de agosto de 2009

Public Enemies


O meu problema com Public Enemies é ser aquele filme bom, bem realizado e interpretado, com uma imagem obsessivamente perfeita (inteiramente filmado em alta definição) que, por uma razão que nem consigo perceber, não descola para se transformar na obra-prima que pretenderia ser. Assim uma espécie de Matias Fernandez no meio-campo do Sporting.

28 de agosto de 2009

Da superioridade da melga estrangeira

É a espera pela melga estrangeira (coliseta argentoratum) que marca o fim do Estio.
Quando, pelas 3 da manhã de uma noite no pino de Agosto, somos acordados pelo zumbir de uma melga nacional (coliseta lusitana), temos apenas que apanhar molemente o jornal que lemos na véspera e fazer pontaria à pobre e estúpida melga acabadinha de pousar no branco imenso de uma parede branca alentejana. Se não fizéssemos tanta questão de vingar a mordidela que a melga acabou de fazer no nosso cotovelo esquerdo, teríamos quase pena de massacrar animal tão estúpido, quiçá entorpecido pelo calor e pelo repasto sanguíneo com que acabou de se deleitar. Missão que cumprimos no entanto sem estados de alma e de que restará apenas uma mancha vermelha escura no branco da cal da parede.
Já chegados ao estrangeiro, somos acordados à mesma hora pela melga estrangeira. Só que, quando acendemos a luz, não há meio de pôr a vista em cima do insecto relapso, que se esconde, pérfido e insidioso, talvez entre as cortinas da janela ou aproveitando as florzinhas do papel de parede beige para se esconder. E ali ficamos nós, desamparados e de pantufa na mão, à procura de uma melga de superior inteligência que não mais se mostrará. Até nada mais nos restar senão apagar a luz e oferecer o nosso corpo indefeso às picadelas do pequeno monstro.
Antes de adormecer, ficamos a reflectir no atraso estrutural português e na superioridade da melga estrangeira sobre a melga nacional. O que é tão ou mais perturbador que a incapacidade porventura genética do Djaló controlar decentemente uma bola que seja.

15 de julho de 2009

A colheita

Quando menos esperas, chega a urgência de voltar ao essencial. Não se trata de te arrependeres, mas apenas de ter a humildade de reconhecer o que é verdadeiramente importante. E o Verão é uma altura tão propícia a isso.


13 de julho de 2009

Web 2.0? Pois...

Assim fica demonstrado que algumas pessoas serão ainda pouco sensíveis aos apelos das petições online. Em jeito de protesto silencioso, deixemos aqui a lembrança destes seios que já não são.


11 de julho de 2009

Fim de Semana

Da série "se fosse outro gajo qualquer atiravam-lhe tomates"

10 de julho de 2009

State of Play

Vi alguns episódios da mini-série da BBC que State of Play começou por ser (e que João Lopes, na sua posta sobre o filme, não refere). Se bem me lembro, a tónica era colocada no aspecto político, sobretudo na corrupção de políticos pela indústria petrolífera. Por uma vez, a adaptação do filme aos padrões de Hollywood acaba, paradoxalmente, por torná-lo melhor. A mini-série política que era State of Play torna-se no filme uma ode ao jornalismo de investigação e numa discreta homenagem aos thrillers políticos dos anos 70. Longe da histeria colorida de The Last King of Scotland, State of Play, filmado com competência e servido por bons (alguns deles muito bons: Helen Mirren é fantástica, como sempre!) actores, revelou-se uma agradável surpresa.

Eu também sou prestável q.b.

Não terei Browning nem Shakespeare para oferecer, mas no filme (?) Over Her Dead Body, Paul Rudd, detectando Infinite Jest sobre a coffee table, pergunta à jovem ruiva que ele tem debaixo de olho se ela gosta de David Foster Wallace, ao que a jovem responde que conseguiu ler umas linhas e deixou-o depois sobre a mesa para as visitas (a jovem em questão desenvolve em part-time a actividade profissional de medium) pensarem que ela é intelectual. Esta resposta perturba sobremaneira o nosso homem, que tinha comprado um livro de contos do dito Foster Wallace (não consegui detectar o título) para oferecer ao alvo das suas atenções. Embora já se tenha visto melhor como estratégia de engate, Paul Rudd acaba por conseguir levar a ruiva para a cama.
Donde: não sei se ando a ler Foster Wallace a menos (a única coisa que li, o artigo da Harper’s aconselhado pelo Casanova, não conta: é como ver um jogo de preparação sem ligar ao campeonato) mas ando seguramente a ver filmes mete-nojo a mais.

8 de julho de 2009

Ortodoxia

As postas precedentes demonstram que este blog cedeu - excepcionalmente, note-se - a algum exibicionismo Web 2.0. Lamentável, mas compreensível: não tendo eu sido nomeado chefe dos serviços secretos nem tendo a minha página do Facebook fotografias interessantes, permiti-me um pequeno desvio às regras. Mas acabou. Voltou a ortodoxia e a doce inactividade das postas irregulares.

30 de junho de 2009

Jornal de referência

Na página 27 da edição impressa do Público de hoje, o ministro Teixeira dos Santos garante ao país que o pior já passou. Não sei se acredite se não, mas o casaco com que o ministro se apresenta na fotografia que acompanha o artigo não augura nada de bom. Nada mesmo. Deixo para os especialistas comentários mais informados sobre esse magno problema. E, obviamente, não incluo a foto.

29 de junho de 2009

Good News First

A boa notícia é sentirmos que regressou aquela capacidade de nos entusiasmarmos ingenuamente pelo primeiro craque que nos impingem. E não estou a ser irónico.

A má notícia é a última vítima do tenebroso fundamentalismo islâmico. Para quando uma vigorosa reacção da Helena Matos?

26 de junho de 2009

24 de junho de 2009

Entretanto, na TVI

Segunda-feira à noite, no percurso entre a cozinha e o quarto, deparei-me com mais um episódio de Equador, em que aquela rapariga que se apaixonou pelo rapaz de Coimbra conversava com a sua rival. Achei estranho por: 1) não ser Domingo e 2) o pessoal dos figurinos andar drogado ou a gozar com o Miguel Sousa Tavares, pondo duas gajas que supostamente se encontram em São Tomé vestidas como se estivessem em 2009 em Lisboa. Daí a me dar conta que não estava a assistir ao Equador mas sim à nova telenovela da TVI foi um doloroso e relativamente longo passo. Mas o que interrompeu a minha viagem (da cozinha para o quarto, como se lembrarão) foi o momento em que a tal rapariga-que-não-é-filha-do-dono-da-farmácia-do-Equador dizia à amiga, com ar compungido, “sou adoptada”. Este facto, em si, não é suficientemente importante para merecer uma posta de blog (quiçá um comentário) mas fez-me reflectir numa questão que não terá sido ainda suficientemente estudada por todos os que se interessam por fenómenos sociais (nem pelos que não se interessam, agora que penso nisso). Segundo as minhas observações, que confesso serem meramente empíricas e logo sem qualquer valor estatístico, a taxa de crianças adoptadas nas telenovelas é consideravelmente superior à taxa de crianças adoptadas, digamos (e agora vou utilizar um termo ao qual minha mãe é particularmente afeiçoada), na vida real. Penso que a ratio telenovela-vida real não deverá andar longe do 10 para 1 (para os menos inteligentes, a 1 criança adoptada na vida real corresponderia … pois, estão a ver, não é?). Alguns, menos imaginativos, dirão que tal sucede devido às possibilidades narrativas que proporciona uma boa história de criança adoptada, com a legião de quiproquós, encontros e reencontros que inevitavelmente ela acarreta. Nada menos certo. Mais que um artifício de guionista de Cascais, a inflação de adoptados nas telenovelas da TVI é um verdadeiro marco civilizacional, é o reivindicar dos novos modelos de família, é, em suma, a consciência de, aqui e agora, obrar por um mundo melhor. Daí a minha singela homenagem a este simpático canal televisivo.


- Que queres que te diga? Sim, foste adoptado...

19 de junho de 2009

My own private Meaning

Qual a razão para não querermos acreditar que Lucy in the Sky with Diamonds não é uma canção sobre LSD ou que The Toughts of Mary Jane não tem nada a ver com marijuana? Ficamos desconfiados quando verificamos que tudo parece simples, demasiado simples. E de sorriso malandro, género “a mim não me enganas tu”, continuamos o nosso caminho tortuoso e complicado. Sem pensar por um segundo que seja nas coisas verdadeiramente simples. Como o céu, a chuva e os gatos. Ou o chocolate, a heroína e a vodka.


18 de junho de 2009

Entretanto, na SIC-N

O melhor da entrevista de Sócrates:

Dúvidas?

Eu devia trabalhar mais

Infelizmente, trabalho muito pouco. Pelo que tenho muito tempo para vir aqui deixar postas completamente inúteis. Pior é ter ainda tempo para abrir aqueles e-mails um bocadinho parvos que vou recebendo. Um deles prometia no outro dia revelações sobre as minhas anteriores encarnações. Embora o mail estivesse em Português, quando se clicava na morada Web para onde ele remetia, aparecia um site em espanhol. Depois de devidamente preencher as informações relativas à data de nascimento e ao sexo, o incauto Bloom deparava-se com a seguinte revelação:
“No sé si le parecerá bien o no, pero usted era males en su última encarnación terrena. usted nació en algún lugar del territorio que hoy es Rumania en torno al año 1725. Su profesión era líder, jefe o capitán.”
A mim pareceu-me bem ser “males”. Ademais, ser líder, “jefe” ou “capitán” não me surpreendeu. Em todas as histórias que conheço de encarnações e reencarnações, fomos sempre numa vida anterior imperador, faraó ou qualquer outra personagem famosa. Deve ser por isso que as nossas existências actuais lá vão decorrendo numa apagada e vil tristeza. Como se tivéssemos que pagar pelos erros cometidos nessas vidas anteriores. Como, por exemplo, ter nascido no território “que hoy es Rumania”.

17 de junho de 2009

Prémio da Montanha

Na categoria "casais improváveis", este é um dos meus preferidos.


16 de junho de 2009

Sair das trevas

Quando Edie (Eva Marie Saint) sobe à noite ao telhado para mais uma vez tentar convencer Terry (Marlon Brando) a testemunhar contra o chefe do sindicato corrupto, o elemento central da cena é um telhado de vidro de uma água furtada, intensamente iluminado no meio da obscuridade, que lança reflexos dourados sobre a bela cabeça loura de Edie. Terry tem que se decidir a abandonar as trevas da ridícula solidariedade da lei do silêncio e chegar-se à luz da Justiça, contando para isso com a ajuda do amor da pura e bela Edie. “I could have been a contender”, dirá mais tarde Terry ao seu irmão num dos mais glosados monólogos da História do cinema. Sim, podia.




15 de junho de 2009

Entretanto, na SIC-N

Há alguma coisa de profundamente doentio numa vida política que permite a um despenteado qualquer a que chamam "senhor deputado" enxovalhar um homem que tem mais dignidade, seriedade e competência num dedo mindinho que metade dos "deputados" da Nação algum dia terão. A única coisa que me espanta é Vitor Constâncio ainda ter paciência para aturar este triste estado de coisas. Sim, que chamar "ignorante" aquele "senhor deputado" é ter paciência.

12 de junho de 2009

Fim de Semana



David Lynch meets Jenna Jameson

Defeso

O mercado de transferências agita-se, a pergunta paira em todos os lábios.

Deixará Elodie o Lyon?

8 de junho de 2009

Noite Eleitoral

A Banca ganhou à Polícia. A abstenção terá no entanto sido importante. Como? Haviam outras eleições? Não me digam...

5 de junho de 2009

3 de junho de 2009

Pá, a União Europeia, pá...

Contrariamente ao Pedro Correia, não tenho a coragem suficiente para me lançar na leitura de todos os programas dos partidos candidatos ao Parlamento Europeu. Mas acabei de ver um tempo de antena do POUS onde uma adorável jovem de vestido verde-ecologia e brilhantezito na narina, à conversa com um simpático jovem com grande pilosidade facial, ao melhor estilo IV Internacional, dizia que « pá, a União Europeia, pá, não resolve nada ». Perorava ela com tal fervor e um charme tão poderoso que fiquei ali pregado ao tempo de antena do POUS em vez de ir ver os meus mails, como devia. Donde o meu apelo à eterna Carmelinda: não desistas, camarada, a ditadura do proletariado chegará. Talvez de piercing e umbigo à mostra. Mas chegará.


Vou pensar no assunto

Ainda não mudámos de vida. Embora se possa dizer que a mudança - ou a ideia da mudança? - seja muito sobrevalorizada. Não sei. Um destes dias, vou pensar melhor nesse assunto.


2 de junho de 2009

Modern Times

Sim, a Literatura continuará viva, como é demonstrado pela última Esquire.

antes


depois