30 de setembro de 2009

Comunicação ao País (2)

Dito isto, e esclarecendo que não tive pachorra para ver em directo e por isso me socorro dos relatos da imprensa, só fico supreendido pelas reacções de quem se diz decepcionado pela intervenção do Cavaco. Ou são todos muito novos ou esqueceram-se dos anos do cavaquismo. Felizmente, ao contrário dessa altura, já não vivo em Portugal: já não preciso de suportar a confrangedora nulidade cavacal.

29 de setembro de 2009

Comunicação ao País

Por vezes dou por mim a perguntar-me porque terei dado determinado passo, exprimido certa opinião ou feito uma dada escolha. Se não consigo sequer estar de acordo comigo próprio, como poderia fazer uma comunicação ao país? Ou mesmo – argumento ad absurdum – manter um blog?

27 de setembro de 2009

Dia de Eleição

Neste dia de eleição, permitam-me divulgar o meu voto: aqui estamos sempre ao lado dos fracos, portanto votamos no Polga.

23 de setembro de 2009

Valsa com Bashir e os meus 18 anos

Sei agora quão errado estava em não ter ido ver Valsa com Bashir quando estreou nas salas, por desconfiar daquilo a que João Lopes chama o “dispositivo” do “documentário em desenho animado” e o respectivo risco de se reduzir aquela história “a uma solução formalista e algo exibicionista”. Estava errado, claro, porque se trata de um grande filme. E percebi a dimensão do meu erro quando, mais ou menos a meio do filme, se começa a ouvir uma canção dos PIL. Em 1983, eu tinha 18 anos. E encontrava-me no meu Líbano pessoal.


21 de setembro de 2009

O regresso do porco


Chelsea, Dezembro de 1976


Melbourne, há uns dias

O regresso da gata

A invocação de Murakami resultou. A gata regressou e penso mesmo ter detectado no seu comportamento recente um certo ar de triunfo.



17 de setembro de 2009

O Sucesso

Talvez exista quem nunca se aperceba, mas só nos tornamos verdadeiramente adultos quando passamos a ter alguém cuja vida é mais importante que a nossa. A adolescência tardia pode tornar-se embaraçosa. Embora, admito, divertida.

16 de setembro de 2009

One man One vote

Estou preocupado por não ter ainda recebido o boletim de voto que deverei enviar para Portugal. No entanto, também gosto da ideia de ser o meu boletim o último a chegar às mesas de apuramento e assim, por um extraordinário concurso de circunstâncias, ser ele a decidir quem será o próximo Primeiro-ministro. Atenção, isto não é original: sei que já vi um filme assim mas não me lembro com quem nem de quem. Felizmente, existe a Wikipedia.

11 de setembro de 2009

Da dimensão trágica do Peseiro

Várias publicações – esta é apenas um exemplo – têm insistido nesta ideia de ser o Peseiro o treinador do quase. E no entanto há, apesar de tudo, uma dimensão trágica neste destino de ficar tão perto da Glória e acabar por morrer na praia. Uma dimensão que acaba por emprestar uma certa dignidade ao personagem. E a essa aura – essa dignitas – jamais poderá o Bento aspirar.

9 de setembro de 2009

When September Comes

Já me parece mais grave que um homem tão preocupado com a competitividade e a produtividade nacionais fique à espera, rato na mão, das 09:09:09 de 09/09/09 para postar. Felizmente, como em quase toda a actividade bloguística mirandesa, trata-se de uma posta minimalista. Apreciei muito esta última característica.

Mais perto do Sol

Para um 09/09/09, o dia até está a correr bem.

8 de setembro de 2009

Outro conselho

Eu sei que estas novas gerações não gostam de ler francês, mas a edição francesa dos Inrocks desta semana tem um suplemento especial muito razoávelzinho sobre esse assunto.

4 de setembro de 2009

Fim de Semana


Pobre daquele cujas descobertas acontecem quando o Verão já vai alto

Entretanto, na TVI (cont.)

Parece-me mal que a Administração da Media Capital ou da Prisa ou lá o que é se imiscua assim numa eleição legislativa, apoiando tão descaradamente o PSD e Manuela Ferreira Leite.

3 de setembro de 2009

Entretanto, na TVI

Sócrates demonstra alguma fraqueza no que diz respeito a citações cinéfilas. “Sei o que fizeste no Verão passado”?! Pfff…

Inglourious Basterds

O sétimo filme de Quentin Tarantino é provavelmente o melhor desde Jackie Brown. Depois de três experiências falhadas, Quentin regressa em grande forma com um filme que não se limita a ser um repositório de citações cinéfilas para alguns iluminados (e quem conhece em Portugal o Piz Palü ou Danielle Darrieux?). Mais que tudo o resto (e este “resto” é imenso: diálogos fantásticos, actores maravilhosos, etc., etc.), é o postulado de base de Quentin – ter sido o cinema a derrotar o nazismo – que interpela o espectador. Logo, não se trata apenas de reinventar a História. Trata-se de nos dizer que é possível que a poesia seja o motor do mundo. E nós acreditamos.

1 de setembro de 2009

Never away for too long

Donde o novo blog do Pedro Mexia, Lei Seca. Por enquanto, temos Smiths, ponchos e álcool.