30 de abril de 2008

Apdeites

1. Novo blog. Com muitas estrelas e um regresso : Sinusite Crónica, já aí ao lado.
2. Novo combate dos Titãs : este contra este.
3. Kim Gordon merece encómios, júbilo e regozijo.

28 de abril de 2008

Espelho Meu

Diz-me, espelho meu, se há no punk alguém mais elegante do que eu...

Madeira, estamos a chegar

Quando vi a primeira página de hoje do Público, custou-me a acreditar. É de facto dificilmente concebível que um jornal de referência de um país civilizado possa dar um destaque destes a um vendedor. Quando se lê a entrevista, a coisa piora. A verborreia auto-satisfatória, combinada com uma indigência de ideias impressionante de tão avara, apertaria o coração de dor, se não fosse tão cómica. E depois li este artigo e tudo ficou mais claro.

24 de abril de 2008

23 de abril de 2008

E você?

No Atlântico, Rui Ramos explica quantos parceiros já teve em dose dupla. Fundamental.

22 de abril de 2008

Partir

- You can go. You can get out of here.
- No one's here.
- You can go. It'd be easy. If you stay here, you're just gonna...
- Oh.
- Shh.
- It's okay.
- It's okay.

Metáforas

Metáforas do Amor. Como esta: aterrar com o helicóptero no jardim da namorada. Não se percebe o chinfrim dos ingleses, esse povo tão desprovido do mais básico romantismo. Já se fica mais preocupado quando o Ministério da Defesa vem dizer que tudo não passou de um exercício.




21 de abril de 2008

19 de abril de 2008

Sabes que estás a ficar velho

quando o teu filho regressa do primeiro festival rock da sua ainda tenra história a dizer que Gogol Bordello é de facto genial.

Projecto

Ir ver, assim que possível, Shine a Light. Martin Scorsese é, além de um grande realizador, um génio do documentário musical, como provaram The Last Waltz e No Direction Home. Sabendo, claro, que no melhor pano pode cair a pior nódoa. Com efeito, como explicar a aparição de Neil Diamond em The Last Waltz?


18 de abril de 2008

Eles andam aí

Um Mundo para todos

Ele há um blog de gajos que trabalharam na IBM! Acho bem, mas prefiro aquele grupo do Facebook “Movimento contra os idiotas que se metem do lado esquerdo das escadas rolantes sem avançar”.

Blasfémia? Really?

Portanto, se bem percebo, esta ministra é um bibelot ; esta é que é a sério. Têm a certeza que estão a blasfemar? É que isso cheira-me a coisa muito antiga e convencional ...
Em tempo: mais discussão aqui.

17 de abril de 2008

Prof. Agnidnaz

Começo a acreditar na tese do meu irmão. Portugal-Grécia, final do Euro, sim, eu estava lá. Portugal-França, meia-final do Mundial, sim, estava lá.
Este ano devo ter visto todos os jogos - os maus, os péssimos e os assim-assim - que o Sporting perdeu.
Ontem tinha um jantar ao qual não podia escapar. Portanto, não vi o jogo (obrigado, Daniel, pelo resumo!).
Isto dá para um homem começar a achar que tem mais importância que a que merece. A minha presença, ausência ou simples visionamento de jogos chega para alterar os destinos de equipas inteiras. Em suma, transformei-me numa espécie de Prof. Zandinga ao contrário.



16 de abril de 2008

Dear Ann

E agora, especialmente para os fãs portugueses, que los hay, o artigo do Wall Street Journal sobre a grande diva dos fachos, Ann Coulter.


(clicar na imagem para ler)

Ok, pronto, confesso, isto não saiu de facto no Wall Street Journal. Bom, pelo menos não no verdadeiro.

15 de abril de 2008

A Condição Humana

João, Henrique e Ana

peço desculpa, mas nenhum de vocês percebeu pevas. E também não vos vou explicar porque ultimamente tenho andado mais na vita contemplativa que na activa.
Tschüss

Hannah

14 de abril de 2008

Perfeita

O French Kissin teve a boa ideia de postar a versão dos White Stripes de uma bonita canção do grande Burt Bacharach. Gosto muito dos White Stripes (e mais ainda do Burt Bacharach), mas nunca conseguirei separar esta canção desta cena aqui em baixo (o You Tube só a tem, infelizmente, dobrada em espanhol mas para o caso pouco importa, a grandeza da cena não está nos diálogos). A situação é simples: Julianne (Julia Roberts, num grande papel de bitch), dita “Jules”, está apaixonada há muitos anos pelo seu melhor amigo, Michael (Dermot Mulroney). Só que este anunciou-lhe que vai casar com a bela e inocente Kimmy (Cameron Diaz), uma jovem universitária. Quando Jules, apostada em destruir a relação e impedir o casamento, sabe que Kimmy tem uma voz de cana rachada, concebe um plano diabólico para a fazer cantar num bar de karaoke e assim ridicularizá-la aos olhos do noivo. Kimmy pega, muito pouco à vontade, no microfone e começa a assassinar I just don’t know what to do with myself. A pouco e pouco, conquista toda a sala e Jules apercebe-se – quando surpreende Michael a seguir, completamente embevecido e apaixonado, a performance de Kimmy – que o tiro lhe saiu pela culatra. É com efeito nesse momento que Jules compreende que, talvez involuntariamente, deu a contribuição decisiva para Michael, que talvez ainda hesitasse, ter a certeza que está completa e irremediavelmente apaixonado por Kimmy.
A conclusão é simples: apaixonamo-nos pelas imperfeições. A perfeição é de uma banalidade insuportável.




Cena de My Best Friend’s Wedding, fita que vale muito mais que o simples “filme de gaja” que aparenta ser.

Blogstress

O NYT, sempre na linha da frente, descobriu esse importantíssimo problema das sociedades modernas: o stress dos bloggers. Que não afecta apenas, segundo parece, os bloggers profissionais, mas também todos aqueles que mantêm blogs sem ser pagos por isso. Com efeito, a angústia de ter de alimentar o blog todos os dias ou quase, quando não se tem nenhuma ideia decente para um post jeitoso e muito menos tempo disponível, é potencialmente criadora de bastante stress. A receita contra este stress do blogger não profissional parece-me evidente, pelo menos para os que também têm um emprego normal graças ao qual conseguem pagar o colégio aos filhos. Trata-se de trabalhar mais e mais, até à exaustão, ficar doente, alegar stress como doença profissional e ficar em casa de baixa a blogar.
Como é que eu me lembrei disto antes do João Miranda é que me espanta!

12 de abril de 2008

11 de abril de 2008

Geoestratégia

A dada altura em 24, 5ª temporada, o tenebroso presidente Logan, ainda mais incompetente que o Bush, justifica as suas acções terroristas porque “não quer ver o petróleo a 100 dólares”. Bem andou Jack Bauer ao arrumar esta desgraça de Presidente, que tão pouca capacidade de previsão geoestratégica demonstrou.

Mudando de assunto, é ou não o reflexo de uma gaja nua nos óculos do Dick Cheney?




O efeito Panda

Longe de mim querer atacar a justa luta dos tibetanos ou meter o nariz em terrenos alheios, até porque posso passar as culpas para o meu amigo austríaco com quem acabo de tomar café. Pergunta ele: porque é que os tibetanos despertam tanto interesse internacional, quando existem mais ou menos uma centena de outras regiões com uma história similar (relativa autonomia no seio dos impérios chinês e manchu + “independência”, no caso do Tibete com a colaboração activa dos ingleses, durante algumas décadas, aproveitando a queda da dinastia Qing) e semelhantes problemas com a ditadura chinesa? Resposta: os monges são giros, têm umas carecas simpáticas e umas roupitas exóticas mais uns mosteiros que ficam bem nos postalitos. É o efeito Panda.




10 de abril de 2008

Capitalismo financeiro e capitalismo industrial

Cheguei a ter a oportunidade de ver o famoso tubarão em formol de Damien Hirst, em Londres, no museu do proprietário da obra, o Sr. Saatchi. Leio entretanto, com algum atraso, que Saatchi vendeu o Tubarão (que aliás leva o nome oficial e pomposo até doer de “The Physical Impossibility of Death in the Mind of Someone Living”) a um milionário americano por uma mão cheia de milhões de euros. Diz quem sabe que o mercado da arte está cada vez mais imprevisível: ninguém, ou quase, sabe hoje dizer que obra poderá ou não ser um bom investimento. Donde, coisas como este tubarão são vendidas – e bem vendidas – não se sabe bem porquê nem para quê. Na sala de estar garanto que não fica grande coisa. Que tem isto a ver com capitalismo financeiro e capitalismo industrial? Não tenho a certeza, mas sinto que alguma relação existe…


De qualquer maneira, posso desde já aqui avançar que o resultado desta noite, devidamente testado no PES 2008, será Sporting 2- Rangers 1, com golos de Liedson e Djaló.

9 de abril de 2008

Ouvido no café

Comparação à atenção dos nossos críticos literários: "comparado com o ______, o Não Há Coincidências é o Mahabharata!"

8 de abril de 2008

Back to Basics, ainda e sempre

Nas nossas ruas, ao anoitecer,
Há tal soturnidade, há tal melancolia,
Que as sombras, o bulício, o Tejo, a maresia
Despertam-me um desejo absurdo de sofrer.

Saldos (e.e.)


voltas
não voltas
estás de volta
dás-me a volta
não
não vou voltar

5 de abril de 2008

Rebirth of Kitsch (3)

Haverá quem considere “música” a disco/soul/funky dos anos 1970. Claro que a elegância bem pensante Indie – sempre pronta a extasiar-se perante uns barulhentos quaisquer tipo Pixies – devota um ódio especial aos anos 70. A vítima principal é sem dúvida o rock progressivo. E logo a seguir, a muito pouca distância, o disco-sound e as suas múltiplas variantes. Poucas vezes na história da música popular se terá conseguido concentrar um tão grande conjunto de horrores num período de tempo tão reduzido: uma década que partilha coisas como os Boney M, Patrick Hernandez e o slap bass só pode estar marcada pelo ferrete da indignidade.
Nascida nos anos 60 – e, segundo informa a Wiki, ainda existente – a banda Kool & The Gang não poderá nunca pertencer a outra década que não à de 70 e à vaga disco/soul/funky que fez a fortuna da indústria musical da altura. Partilhavam com outros grupos dessa década de má memória o gosto pelas túnicas de corres garridas e pelas secções de metais demasiado altas (daquelas que não deixam ouvir as guitarras).
Entre todo o lixo pelo qual este tenebroso grupo é responsável, encontra-se o tema Cherish. Em Cherish tudo é mau. Começando pelo refrão: é difícil imaginar versos mais indigentes que estes que se seguem: “Cherish the love / cherish the life / cherish the love. / Cherish the love we have / for as long as we both shall live”. Depois temos os coros, intervalados pelas vocalizações tipicamente soul do solista. Não falemos do teledisco (assim mesmo, “teledisco”, tipo anos 70 e 80) e das inanes imagens dos membros do grupo a passear à beira-mar.
E no entanto…
No entanto, Cherish é melodicamente uma das canções mais bem conseguidas das últimas décadas. Tem harmonias delicadas e arranjos elegantes, que fundem as teclas com as vozes, tudo misturado com sábios salpicos de guitarra e uma secção rítmica discreta mas segura. Com os seus versos infantis, Cherish celebra a vida e a alegria de se estar vivo e rodeado por quem mais amamos.
Portanto: Cherish é uma canção estúpida de uma banda pirosa que representa o pior que a música popular nos deu nas últimas décadas. E é também uma grande canção!


3 de abril de 2008

Isto anda tudo ligado

Jarhead, que só agora vi, é um filme medíocre. Mas tem duas cenas marcantes. Na primeira, Swoff e os colegas marines vibram com a exibição de Apocalypse Now na caserna. Cantam em coro a famosa cena das Valquírias, quando os helicópteros atacam a aldeia, e aplaudem em delírio quando os soldados americanos alvejam os civis vietnamitas. Na segunda, quando Swoff e os outros soldados do seu pelotão se encontram já no Golfo, um dos camaradas recebe da mulher a cassette que julgam conter O Caçador. Todos se preparam para ver o filme, mas têm apenas tempo para ouvir os célebres acordes iniciais de guitarra que acompanham o genérico: a cassete contém afinal as imagens da mulher do soldado em causa a ser penetrada pelo vizinho, no sofá da sala do domicílio familiar.
Estas duas cenas, que se referem aos dois grandes filmes americanos sobre a guerra do Vietname, pretendem obviamente confrontar o espectador com os efeitos da inexorável passagem do tempo sobre determinados símbolos, que julgávamos inamovíveis na sua sacralidade. Nos anos 90 – a acção de Jarhead tem lugar durante a primeira Guerra do Golfo – nem Apocalypse Now continua a ser um manifesto anti-guerra nem o Caçador uma ode à família do soldado que regressa a casa.
A questão que continua por resolver é a seguinte: são os símbolos (ou a imagem que deles nós fazemos) que se pervertem ou contêm eles próprios – desde o início – os germes da sua própria (des)interpretação?
Por outras palavras, tudo pode ser isso mesmo e o seu contrário?

Tinha algo mais para dizer a este respeito, mas agora falta-me o tempo, tenho que ir ali ao PES 2008 vergar o Glasgow Rangers à esmagadora superioridade do Sporting.

As aventuras de Max

All work and no play makes Max a dull boy.

1 de abril de 2008

Dá-me o telemóvel JÁ

Até posso perceber esta diatribe pittiana. Mas minh’alma se espanta com o seguinte: porquê Fell in love with a dead boy? Porque não For today I am a boy ou até (mais sofisticado ainda) a versão de Perfect Day no The Raven de Lou Reed/Poe/Wilson? Mistérios…