30 de novembro de 2009

2012

Uma das minhas múltiplas fraquezas é a de gostar de filmes catástrofe. Dos clássicos cometa, maremoto ou meteorito à mais requintada paragem de circulação do magma do núcleo da terra; da vulgar erupção do vulcão ao terramoto mais manhoso; sem esquecer – como seria possível? – a invasão alienígena ou a revolta das máquinas. Daí não poder faltar ao clássico filme catástrofe de Natal, que desta vez nos apresenta o fim do mundo segundo os Maias (não confundir com a Maya). Devo dizer que passei um agradável momento, a que não será estranha a competente realização do encarregado da obra, um alemão reincidente em filmes desta natureza, que não descurou nenhuma das grandes características clássicas deste tipo de fita, e desde logo a regra nº 1 desde o saudoso Deep Impact: se o Mundo está prestes a acabar, o presidente dos EUA deverá ser preto. Reconheço alguma razão a quem critica a aposta deste tipo de filmes na mera surenchère (outra regra básica: se o filme catástrofe do Natal do ano passado tem um tsunami, o deste ano terá no mínimo dois tsunamis e se possível três). Mas que querem? Sem querer citar o anúncio mais irritante dos últimos tempos, poderíamos de facto viver sem esta corrida-ao-faço-mais-que-qualquer-outro-filme-que-vocês-tenham-visto mas… Pois, vocês sabem o resto.


Da janela vê-se o Corcovado, o Redentor... Ei, cadê ele?

27 de novembro de 2009

Descoberta

Assim ainda há salvação para a bloga. Fantástica descoberta (via FJV).

amostra

26 de novembro de 2009

The Box

Mensagem para todos aqueles que pensam que todos os livros – e todos os filmes – se limitam a ser uma enésima variação do Crime e Castigo: têm razão. Para além do dilema moral, aprenderemos – com os protagonistas – que cada acto tem uma consequência, que poderá ou não ser dramática. A fantástica reconstituição, para maior gáudio da garotada que decerto muito apreciará, da tão subestimada década de 70 contribui para banhar o filme num ambiente de estranheza inteligente, quase lynchiano. O filme é extremamente bem construído e nesse sentido quem gostou de Donnie Darko não sairá defraudado. No entanto, quando chegamos perto do fim, num crescendo que se pretende dramático, fica a dúvida de saber porque é que um filme inteligente não consegue despertar-nos a mesma emoção que outros, porventura menos conseguidos, conseguem; talvez tudo neste filme seja demasiado liso, demasiado frio, demasiado, passe o palavrão, intelectualizado. Resta a fabulosa banda sonora, que me levou, mesmo sabendo que nos tempos que correm basta ir à Net para tudo descobrir, a esperar pelo genérico final para me surpreender: é esta gente que faz a música!

Como? O salário mensal do Carvalhal? Isto?!

24 de novembro de 2009

Semana

Mais RTP Memória ou Billy Corgan com cabelo

Photograph by Michael Lavine courtesy of Grunge (Abrams Image)

21 de novembro de 2009

20 de novembro de 2009

Mário


Quem passou pelo CITAC nos idos de 80 nunca o esquecerá. Até à vista, Mário.

19 de novembro de 2009

La main

c'était main, monsieur l'arbitre!!

Teoria da conspiração

E se o golo tivesse sido invalidado e a Irlanda viesse a perder nos “pénaltes”? Ah e tal ficariam tristes mas daqui a um ano já se tinham esquecido da coisa: não é a primeira vez – e não será seguramente a última – que estes garbosos rapazes ficam a ver o Mundial em casa. Mas depois de tudo o que aconteceu, a noite de ontem em Saint-Denis já entrou na História. Estes rapazes serão lembrados para todo o sempre e os nomes de Keane, Doyle e O’Coiso andarão na boca de cada irlandês, sempre que se falar de injustiças épicas. Muitas pints serão bebidas e muita animação será sentida em todos os pubs do verde país, por muitos e muitos anos. Esta que acabo de expor – e não esta – é que é a verdadeira teoria da conspiração.

18 de novembro de 2009

De quem é o Carvalhal?

Esta notícia é temporalmente adequadíssima: felizmente, no dia em que o Humberto Coelho foi despedido, já o Carvalhal era, como diria o Zé Mário Branco, nosso. A experiência tem-me ensinado que é quando julgamos que a coisa bateu no fundo que o pior acontece. Desta, todavia, livrámo-nos.

13 de novembro de 2009

Generation Gap

“Pai, esta música não tem nada a ver com o filme, pois não?”
“Que filme?”