28 de fevereiro de 2008

As portas que Abril abriu

Na rua Ary dos Santos?? Mais uma okupação que se prepara?

Headers and Footers

Golo. Que simboliza, tipo metáfora manhosa, a época do Sporting.
1° acto. A bola vai ter com a cabeça do Purovic que, surpreendido, estava a olhar para o defesa do Estrela. Purovic não faz sequer menção de a cabecear, nem teria tempo de o fazer, tal a rapidez da acção. Aliás, se tivesse feito o gesto de cabecear, a bola teria ido ao lado. Não o tendo feito, a bola acaba por entrar, devagarinho, a rir-se para o Faquir ou lá como é que o careca se chama.
2° acto. Depois de ver a bola entrar na baliza, Purovic começa a correr como um louco para festejar o golo com uma única pessoa, que o esperava no banco. O seu único amigo e irmão dos Balcãs e guarda-redes suplente do Sporting, o infeliz Stojkovic. Ali ficam os dois, abraçados. Não é bem um festejo, mais parece um lamento.
Posto isto, devo dizer que o futuro do Sporting me interessa cada vez menos. Mas isso sou eu, que sou do Getafe desde pequenino.

26 de fevereiro de 2008

O Verdadeiro

Sem mantinha cor de laranja e com direito a bónus: um nosso velho conhecido no violoncelo.

Multilinguismo

Neste blog bastante interessante de um jornalista do Libération, é divulgada uma iniciativa de um eurodeputado italiano, indignado com a crescente colonização das instituições europeias pelo Inglês. Num e-mail dirigido aos seus colegas eurodeputados, dá-se conta da criação de uma associação para a “democracia linguística”, que acabe de uma vez por todas com a hegemonia injustificada do Inglês. Um eurodeputado britânico respondeu-lhe nestes termos:
"Thank you for your email. Is there any chance you can send through a copy in English?"
Que brincalhão...

Este país não é para Ruis Santos

Andam por (via Blasfémias) uns psicopatas que pensam demover o Rui Santos da sua cruzada contra o losango e a favor do 4-3-3. As consequências do tresloucado acto poderiam ter sido bem piores, não fosse a farta cabeleira do popular comentador o ter protegido dos golpes mais violentos. Contudo, a coisa não fica assim. Com efeito, fontes geralmente bem colocadas informaram o Mundos Paralelos que Rui Santos julgou vislumbrar, num dos meliantes embuçados, sinais de um demasiadamente evidente risco ao meio.

25 de fevereiro de 2008

Return

Nada de novo debaixo do Sol.


* genérico final especialmente dedicado ao Luis Rainha

21 de fevereiro de 2008

See you



Vou ver se é mesmo verdade que o Tube expõe estas indecências na parede. Até já.

20 de fevereiro de 2008

A Força da Experiência

Em grande forma, Baptista Bastos, um dos poucos cronistas peninsulares sem paciência para decadências (ver aqui e aqui), gasta uma página do DN a bater no Sócrates para finalmente chegar ao que lhe interessa dizer e no fundo ao tema único da crónica que em boa hora nos ofereceu:

“Valeu a pena assistir à curiosa sessão de esclarecimento, para admirar, de novo e sempre, a serena beleza de Ana Lourenço.”

Baptista Bastos, és grande!




19 de fevereiro de 2008

Rebirth of Kitsch (2.1)

Para a versão 2.0 ver aqui.

Uma Terra sem Amos

Terei deixado de perceber o joãomirandês? É que num mercado livre os projectos e respectivas autorias e responsabilidades são livremente negociados entre os interessados: se eu encontrar alguém disposto a fazer o projectozinho por mim sem lá pôr o nome ninguém tem nada a ver com isso. O Estado não deve interferir nestes acordos livres. Por outro lado, o respeito pela vida privada impede seja quem for de ser obrigado a responder por actos praticados no exercício da sua profissão, durante uma altura em que não exercia responsabilidades políticas, na medida em que não tiver sido praticado nenhum ilícito penal ou administrativo. Por outro lado ainda, querer impor critérios estéticos a projectos e construções é indigno de um verdadeiro liberal que preze acima de tudo a liberdade individual. Conclusão: detecto perigosos sintomas de estatismo e mesmo estalinismo nos cheerleaders do mercado livre. A não ser que seja aquela doença do excesso de cobre que deixa o pessoal maluco e que o House está sempre a descobrir.

18 de fevereiro de 2008

A (tres)ler

Pensei ser uma posta sobre futebol mas apercebi-me depois, rapidamente, tratar-se de um comentário às influências nefastas das substâncias ilícitas sobre a juventude portuguesa.

Liga Bet & Win

Se eu fosse o maradona, perguntava também o nome e ano de nascimento das cavalgaduras onde os senhores vão montados. É que com estas modernices de wikicoisos, googles e quejandos (principalmente este último, linda palavra, não?) ele nunca se sabe...

17 de fevereiro de 2008

Amateur

Do manancial inesgotável do You Tube. Uns erros lá pelo meio: desculpável. O cor de laranja da manta onde se encontra o teclado: priceless!


16 de fevereiro de 2008

Andrei & David

Não há - nunca houve - nada mais importante que manter a chama acesa.

15 de fevereiro de 2008

Topless

Outra das razões porque amamos a América é por ser o único país do Mundo onde a expressão “Wardrobe Malfunction” existe. E agora também se aplica às tatuagens. E anda este amigo preocupado com o Metro de Londres…


Amy antes dos Grammys // Amy durante os Grammys

14 de fevereiro de 2008

Yes he can

E soou bem. Que resta dizer depois dessa análise portentosa a não ser manifestar a esperança que haja um renascer da antiga alma morangal para que também nós possamos continuar a beneficiar da nossa análise semiótica preferida. Na condição sine qua non, completamente de acordo, do regresso a Cascais.




Saravá Henri

Reza a lenda que foi esta canção que esteve na origem de tudo. Ao ouvi-la, Tom Jobim teria tido a iluminação de tirar dois tempos ao samba, de lhe acrescentar não só acordes de 7ª, como no jazz, mas também de 11ª et de 13ª. E pronto, estava inventada a Bossa.



Henri Salvador - Dans mon ile
envoyé par Henri-Salvador

13 de fevereiro de 2008

Causas da decadência dos colunistas peninsulares (2)

“Terminámos o serão com um campeonato de matraquilhos em fato de gala.” (via Corporações).

PS: se bem que a gente possa duvidar que o Sir Sword alguma vez tenha sido grande em seja o que for, a não ser na comicidade involuntária ...

Desenvolvimento insustentável


Obviamente, a frase da semana. Começo a perguntar-me onde é que os assessores do Bloco de Esquerda vão buscar este talento para a punchline.

12 de fevereiro de 2008

Causas da decadência dos colunistas peninsulares

“Convém, porém, fazer uma pequena observação: Pacheco Pereira e Pulido Valente foram em tempos colunistas de grande qualidade e que contribuíram, efectivamente, para novas perspectivas no debate de ideias em Portugal”

Concordando em absoluto com tudo que o que escreve o Diplomata antes deste parágrafo. Também não nego que tenham sido, em tempos, grandes colunistas. Mais PP pela estatura intelectual, embora o estilo outrora incisivo (e actualmente apenas caceteiro) do VPV me fosse mais agradável de ler. Mas alguns existem que pretendem nunca ter sido enganados pelo VPV. Sobretudo aqueles que presenciaram, já há uns anos largos, VPV em plena apresentação de mais uma solução de sua autoria para resolver os males da civilização ocidental, perante uma plateia extasiada de diplomatas e assimilados, para ouvir depois um dos poucos não portugueses presentes dizer calmamente “por acaso, também li a recensão desse livro na New York Review of Books desta manhã”.
Só se ouviu depois um pscchhiitt. Era o som do balão VPV a esvaziar… E parece-me que não tem parado de perder ar desde essa altura.

O Saruman das Antas

Eu já tinha desconfiado disto. Como é que o Sporting pode perder um(uns) campeonato(s) sem ser por intervenção da mais tenebrosa magia negra? Vede e ouvi, incréus.


And the Grammy goes for…

Neste vídeo, lá para o fim, aparece um senhor com ar muito digno a tocar piano. Pois, é o Herbie Hancock, o mesmo que, sem precisar absolutamente nada disso, acaba de ganhar o Grammy do melhor álbum do ano. Eu disse: do melhor álbum; não disse do melhor álbum de jazz. Ainda por cima só com temas da Joni Mitchell. Como é que eu ainda não tenho este álbum, isso sim é que já é mais difícil de compreender.

Estou inocente!





11 de fevereiro de 2008

A vast conspiracy!

Declaro aqui formal e solenemente que se o Governo me quiser acrescentar à lista de pagamentos da Central de Bloggers, está à vontade. Adoro conspirações. NIB disponível se solicitado.

8 de fevereiro de 2008

Jesus rules?

Por uma questão de princípio, nunca admitirei gostar seja de que rock cristão for. Com excepções, claro. Tiago Guillul não é uma delas. Excelente blogger, decerto, talvez espectacular pessoa, mas músico medíocre. Ainda assim, detecto algumas virtualidades em Beijas como uma freira. Já os Pontos Negros são interessantes, embora sofram por ter um vocalista que canta demasiado bem. Nada que um bom produtor não possa resolver.
E pronto, achei que o mundo não poderia passar sem conhecer esta minha opinião fundamental.

Endorsement

7 de fevereiro de 2008

On the cover of the Rolling Stone

Well we are big rock singers, we've got golden fingers
And we're loved everywhere we go
We sing about beauty and we sing about truth
At ten thousand dollars a show
We take all kind of pills to give us all kind of thrills
But the thrill we've never known
Is the thrill that'll get you when you get your picture
On the cover of the Rolling Stone

{Refrain}
Rolling Stone
Wanna see my picture on the cover
Rolling Stone
Wanna buy five copies for my mother
Rolling Stone
Wanna see my smilin' face
On the cover of the Rolling Stone



35 milhões? Não, não tenho



5 de fevereiro de 2008

O dedo mindinho

É sempre bom ler os especialistas. Mais a mais quando citam os melhores.

“Em suma: se eu tivesse de apostar, apostava Clinton sem a mais pequena hesitação, mas não apostava a casa e o carro. Apostava, sei lá, o dedo mindinho da mão esquerda

Domingo

No escuro, à espera de vinte guitarristas. Antes disso, cinco acordeonistas interpretam um tema de Mika. Depois acordei.

1 de fevereiro de 2008

Um drama dos tempos modernos

Cronologia






Rebirth of Kitsch (2)

Quem diria que eu alguma vez gostaria de uma canção onde a dada altura se eleva um coro de vozes femininas etéreas cantando mais ou menos isto: Did I say that I love you? Did I say that I want to Leave it all behind? E, no entanto, desde que a ouvi em banda sonora do filme Closer, fiquei ouvinte atento e deliciado da canção The blower’s daughter (do álbum O) de Damien Rice.
Em minha defesa, poderei avançar que o caso muda um pouco de figura quando a gente se dá afinal conta que o cantautor não diz “love” mas “loathe”, o que, convenhamos, muda completamente o sentido da canção.
Ainda assim, não há desculpa para o amante de música alternativa que, tomado por um ataque de loucura que se espera temporária, confessa gostar de um tema que reúne todas as condições do kitsch: melodia jeitosa, arranjos lamechas, violoncelos manhosos e coros femininos – lá está – etéreos. E todavia ….
E todavia eis uma canção que posso ouvir, sem problemas, 2 ou 3 vezes seguidas, sem nunca deixar de me encantar pelo universo sonoro, entre folk vagamente celta (terei já dito aqui que detesto música celta?) e rock sinfónico (ai, que eu também ouvi ELP e Renaissance, mea culpa mea culpa), que Rice vai criando lentamente, de maneira quase insidiosa, até nos apanhar na sua teia melódica diabólica.
Tenho dito a mim próprio, em processo acelerado de auto-desculpabilização, que a culpa é da cena final de Closer – aliás filme medíocre – quando Natalie Portman é filmada em slow motion (à la Sam Peckinpah mas sem os tiros), brilhando entre a multidão anónima, ao som dos últimos acordes do tema em questão.
Não sei, pode ser…


31 de janeiro de 2008

Martha

Quem teve esta prenda de Natal sabe do que se trata.


Cientologia, seitas, religiões e postas demasiado longas

Separemos o essencial do acessório. Esta posta do Tempo das Cerejas (vejo agora também esta, que se refere a uma outra do Da Literatura que eu não encontrei) – a que cheguei depois destas duas (aqui e aqui) preocupações do Daniel Oliveira – conta uma história que, sendo lamentável, não é nem nova nem sequer exclusiva da cientologia. Histórias similares aconteceram já, e continuam a acontecer, com uma miríade de outras associações do género, e há muito por onde escolher: raelitas, maná, reino de deus, todas, em maior ou menor grau, praticam o mesmo grau de criação de dependência absoluta dos fiéis. Algumas delas são suspeitas de outros actos que relevam do direito penal: fraudes variadas, abusos sexuais, lenocínio, etc. Aliás, a igreja católica também não escapa ao direito penal: ou melhor, lá vai conseguindo escapar graças a chorudas indemnizações e ao exílio mais ou menos forçado de alguns dos seus representantes mais apreciadores de actos ilícitos com criancinhas.

Mas é justamente para lidar com coisas destas que existe o aparelho repressivo do Estado. Essencial é que as autoridades públicas intervenham sempre que existam suspeitas da prática de actos menos claros por qualquer associação de tipo religioso. E, obviamente, deverão fazê-lo independentemente de tais associações estarem ou não inscritas num qualquer registo de religiões: a única coisa a ter em conta não é se são seitas ou religiões; é saber se praticaram ou não ilícitos penais.

Agora o acessório. Alega-se a qualidade de seita da cientologia. Muito bem. Não vou teorizar sobre a diferença entre religiões e seitas. Sei que existem muitos e válidos critérios, que são aliás utilizados, um pouco por toda a Europa, por organismos semelhantes à nossa Comissão da Liberdade Religiosa, para separar as águas.

Não resisto porém a dizer que para mim é simples: todas são seitas. Algumas apenas tiveram maior sucesso que outras. Por exemplo, andar em grupinhos nas catacumbas a desenhar peixes nas paredes e a rezar a um só deus não podia senão - para a religião oficial politeísta dos romanos - parecer uma seita. 2000 anos depois, esta seita – a cristã, como adivinharam – é a que mais sucesso teve e apresenta ainda, nas suas várias ramificações (católicos, protestantes, etc.) posição dominante no mercado das almas, embora com uma concorrência cada vez maior da outra grande multinacional do sector – os muçulmanos – e sofrendo um sério ataque, devido a um marketing muito agressivo com utilização criteriosa e inteligente das estrelas de cinema de Hollywood, das seitas new age: budistas, cientologistas, etc. Mas isto, repito, sou só eu a falar. E como sou ateu a minha opinião não conta grande coisa.
Uma coisa sei: negar à cientologia a inscrição no registo de religiões é, apenas e só, concorrência desleal em favor das outras associações que disputam este grande mercado das almas.

Claro, já foi tentado por outros. Por exemplo, a grande democracia russa negou a inscrição no registo competente, através de um processo muito semelhante ao português, justamente à cientologia. O resultado foi isto. Para quem não tiver paciência para ler, eu resumo: condenação da Rússia no Tribunal Europeu dos Direitos do Homem por violação da liberdade de associação e religiosa.

Posta demasiado longa, não foi? Pois, sou ateu mas sei quando devo pedir perdão.

O Mundo aos pés deles

Parem tudo! O NYT e o Wall St Journal já o tinham feito. O Mundo estava já só à espera da decisão da Grande Loja. Está feito.

30 de janeiro de 2008

(José) António Pinto Ribeiro

Mas assalta-me uma dúvida insidiosa: e se o Sócrates quis de facto convidar para Ministro da Cultura o António Pinto Ribeiro, programador cultural, mas, por um daqueles acasos que costumamos ver nas comédias americanas, o assessor se enganou e contactou o (José) António Pinto Ribeiro, advogado, entretanto a coisa veio para os jornais e quando o Sócrates deu por ela já toda a imprensa tinha noticiado que o novo ministro era o (José) António, advogado, e não o António, programador cultural, quando até deveria ser este último…
A política portuguesa, contrariamente ao que alguns apregoam, está afinal interessantíssima!
Em tempo: mais indícios aqui e aqui.

29 de janeiro de 2008

Homenagem

Já quanto à remodelação, tenho a dizer que Correia de Campos foi um grande Ministro!

Simone e a Rússia comunista

Este post é de longe o mais visitado deste blog. Peço portanto desculpa a todos os que depois de aqui chegarem partem desiludidos ou até frustrados. Em minha defesa, não posso senão frisar que a Simone de Beauvoir não deixa nada a dever a certas actrizes especializadas. Embora, concedo-o, não tão admirável quanto uma jogadora russa de ténis. Já a Anne Applebaum continua, como de costume, a dizer asneiras: desta vez a tese é que durante o comunismo as jovens russas não eram belas porque não tinham roupa nem maquilhagem decentes, além de estarem sempre a ser violadas pelos namorados das mães. Uma chatice. Felizmente, veio o capitalismo que lhes deu liberdade para comprarem rimel e a Vogue e poderem ir a restaurantes chiques de Londres com senhores muito mais velhos que elas. Alguém diz à Anne para começar a preparar o 2º volume do calhamaço e escrever menos crónicas parvas?


Intelectual russa preparando-se para intervir em colóquio internacional



28 de janeiro de 2008

Viva Bento!

Como é possível que existam irresponsáveis que queiram mandar o Bento para a rua? Bento amigo, estamos todos contigo!

Mudança

Different spot. Same stories.

5 estrelas

Assim vale a pena. Sempre gostei do cinema dos irmãos Coen mas há que reconhecer que ultimamente os filmes que eles nos davam não mereciam mais que o epíteto “interessante”, para ser generoso. Com No Country for Old Men (estreia em Portugal a 28 de Fevereiro), Joel e Ethan voltam ao grande cinema e fazem talvez o melhor filme da carreira deles; seguramente o melhor desde Fargo e The Big Lebowski.
Contando com actores que são todos (e não apenas Bardem) excepcionais, os Coen regressam ao que fez deles os cineastas que nós amamos: o reverso do sonho americano, a arquitectura delicada dos grandes espaços, o humor negro e um toque de absurdo muito MittelEuropa (a que alguns chamam, erradamente, humor judeu).
A grande ideia de No Country… está, mais uma vez, na mistura de (falsos) géneros: desta vez, é um cocktail de thriller, road movie e filme de serial killer. Serão poucos os filmes que, como este, nos deixam no final uma impressão indefinível, misto de desconforto e certeza de termos assistido a uma obra-prima. Porque – e talvez pela primeira vez no cinema dos Coen – não há redenção possível: só existe o Mal, o Vazio, a Desilusão.
O Ano cinematográfico não podia começar melhor.

26 de janeiro de 2008

E se os Oscares fossem importantes

... o melhor filme do ano já estava encontrado.

25 de janeiro de 2008

Mais prosas que cardos

Manuela Moura Guedes, esse expoente do jornalismo portugûes de referência e, ultimamente, vítima da negligência culposa de um mau cirurgião plástico, fala. A Loja vende. Os saldos ainda não devem ter acabado.

24 de janeiro de 2008

Morangos para sempre

Que se passa com as contribuições do 1bsk para a análise semiótica do Morangos com Açúcar, uma das razões pelas quais este blog merece tão entusiásticos encómios vindos de aquém e de além-mar? Eu sei que nós, simples leitores, não merecemos o luxo de uma actualização diária do 1bsk, mas a ausência de posts morangais (após rápida pesquisa, este terá sido o último) começa a atingir foros de escândalo (não, não me refiro aos Foros da Amora). E que não pretenda o autor de tão reputado blog defender-se com o argumento (fácil, fácil) de que terá estado na estranja, impossibilitado de pôr os olhos em tão excelsa produção. Afinal de contas, desde quando é preciso ver um filme (ou, no caso que nos interessa, um seriado morangal) para o analisar e criticar? Nesse aspecto, a teoria do Bayard (excelente livro, que por acaso li) é de aplicação universal a qualquer produto do espírito humano.



Os grandes esquecidos: a 8ª arte

Como qualquer aprendiz de poeta poderá confirmar, o fracasso é muito mais inspirador que o sucesso. O potencial dramático de um falhanço será sempre infinitamente superior ao do sucesso. Coisa semelhante se passa com os esquecidos da História. Churchill será para sempre conhecido, louvado e admirado, mas o patético Chamberlain e o seu falhanço total serão sempre muito mais poéticos. Quando vinha hoje de manhã no carro para o trabalho (pois, que eu também trabalho), ouvi na rádio a notícia sobre o início de mais um Festival de Angoulême, o incontornável encontro dos amantes da 9ª arte. Nos dias anteriores foram também muitas as notícias sobre a possibilidade do maior acontecimento do mundo da 7ª arte – os Óscares, obviamente – não se realizar devido à greve dos argumentistas. E foi nesse momento que uma questão me assaltou o espírito (foi também no mesmo momento que quase atropelei um ciclista, que me ficou a insultar enquanto eu acelerava envergonhado, mas esse não é o tema do post). E a questão só pode ser: onde está a 8ª arte, essa esquecida da História? É que ele é só 7ª arte para aqui… 9ª arte para ali… E a 8ª arte? Népias. Ninguém sabe, ninguém viu. O silêncio absoluto. Mais: quem sabe de facto o que é a 8ª arte? Do que trata? Quem são os artistas mais reputados? Nicles. Poderia dizer aqui que se trata de uma injustiça que urge reparar. Mas não o vou fazer. Porque o destino da 8ª arte é ser para sempre uma esquecida da História. Uma nota de rodapé nas enciclopédias. Uma curiosidade ou, pior, uma pergunta do Trivial Pursuit.
E foi em tudo isto que eu pensei quando vinha para o emprego. Pois, que o que eu tenho não é bem um trabalho, é mais um emprego.

PS: para os menos poetas que querem sempre muitas informações, saibam que parece que a 8ª arte é por vezes considerada a televisão, outras a fotografia e outras a arte dramática. Portanto, esquecida pela História e com problemas de identidade.

A pergunta

Is it a mermaid or the little green man (via Diplomática)? Respostas para BBC e NASA.

23 de janeiro de 2008

A chalaça

A bem dizer não sei, mas parece-me que se agora até o Cavaco se põe a fazer chalaças, não se porá aí o problema da concorrência desleal? É que o PSD já tem o Menezes e o Ribau (e as gajas boas que ele foi buscar de Ílhavo a, parece, Ermesinde) enquanto o PS fica só com o Lino, aliás ex-PC, que, como se sabe, são menos dotados para o chiste (basta olhar para a Zita).

22 de janeiro de 2008

Bento para a rua

Cheguei por acaso à discussão sobre o Bento e a Sapiência, mas tremendo de indignação por mais esta escandalosa violação da liberdade de expressão e com grande curiosidade em descobrir quem seriam os bandalhos que teriam impedido o Paulo Bento de fazer mais uma conferência de imprensa em Alcochete. Graças a iluminadas postas dos mais variados e reputados especialistas, descobri duas coisas: que este discurso do Bento tem menos “logicamentes” que o costume; e que o Paulo Pinto Mascarenhas não gosta do M. de Vasco Barreto.

Ler


Uma espécie de Happy Days meets Mad Max. Obviamente, estou a adorar!

21 de janeiro de 2008

Intellectuals Gone Wild

5 dias passaram desde este post e este blog começa já a receber visitas de internautas lascivos, talvez arfando por umas boas intelectuais e filósofas peladas. Tremam pois, Esprit e République des Lettres, que o vosso tempo acabou…

17 de janeiro de 2008

Em (re)audição


ou o melhor regresso das guitarras eléctricas distorcidas desde que Dave Davies inventou a distorção cortando um bocado de um minúsculo amplificador Elpico para desencantar o riff de You Really Got Me.

Rebirth of Kitsch

É de bom tom, nos meios mais sofisticados do rock alternativo – e não só, aliás – considerar Frampton Comes Alive como um dos piores álbuns de sempre e o seu autor, Peter Frampton, como um dos maiores horrores que o rock mainstream impôs à história da música popular. Isso é ilustrado por uma famosa cena do filme High Fidelity, quando o herói, interpretado por John Cusack, se dirige para a entrada de um bar onde combinou com os amigos esquecer mais um desaire amoroso e pára subitamente ao ouvir os primeiros acordes de uma versão acústica de Baby I Love Your Way, perguntando espantado “Is that Peter-fucking-Frampton?” para, perante a afirmativa, se resolver a entrar mas com o ar mais infeliz do mundo.
E no entanto eu pecador me confesso: gosto do Frampton Comes Alive. Deliro com aquele som maluco da Talk Box em Show me the Way.
E, não ousando dizer alto e bom som a toda a gente que gosto deste álbum, uma réstia de orgulho impede-me de o esconder, pelo que lá está ele, todo impante, na longa estante dos Pês. E, já agora, Baby I Love Your Way é uma grande grande canção. Como o personagem do John Cusack, mais os amigos snobs dele, se vêem obrigados a admitir.

*No YouTube só se encontra esta cena de High Fidelity (Lisa Bonet a cantar Baby I love Your Way) em italiano e isso aí eu recuso-me a pôr aqui; mas deixo o link para os aventureiros.

Garden State

Onde é que eu estava em 2004, quando este Garden State andou nas salas? Ou será que não andou? Mais ou menos por acaso, acabei por apanhá-lo ontem na televisão e vi um filme sensível, inteligente, bem escrito e com verdadeiras ideias de cinema, para além de uma deliciosa banda sonora. Se este filme se tivesse tornado um filme de culto para a geração – será preciso dizer que não é a minha – dos thirtysomething que viram pela primeira vez este mundo durante a década de 70 (isto é, mais ou menos 99% da blogosfera), eu até perceberia. Sempre seria melhor que qualificar como filme de culto esta coisinha sem graça, que tantos encómios – obviamente injustificados – recebeu. Mas estas coisas – entenda-se o percurso de um filme e a maneira como ele se entranha na vida das pessoas – são sempre tão misteriosas que começo a admitir que ser executivo de estúdio de Hollywood é um trabalho difícil. Não? OK, pronto, não exageremos…

16 de janeiro de 2008

Simone+deBeauvoir+Nua

Quanto a isto, considero-me na categoria dos “indiscretos que gostam de coisas salacious”. E andamos lindamente servidos ultimamente. Ver, por exemplo e não acerca do grupo de Bloomsbury mas do de Saint-Germain-des-Prés, esta edição do Nouvel Obs sobre Beauvoir. A polémica referida aqui sobre esta capa é relativamente secundária, embora para quem, como eu, só conhecia a Beauvoir com 60 anos naquelas fotos com o Sartre, a revelação de uma insuspeita vocação de top model tenha sido uma mui agradável surpresa. Quase diria que é beau de se voir.

15 de janeiro de 2008

Percorrer as prendas de Natal (4)




Horas e horas de saudável divertimento para toda a família.

ASAE? Give me a break…

Do Público de hoje:
"Reclama em jantar e acaba condenada por difamação
Quando Rosa Maria Reis entrou a 19 de Julho de 2005 num restaurante de Matosinhos nada a fazia prever que o jantar ia incluir uma reclamação, regada por uma condenação por difamação e que o futuro lhe reservava um recurso perdido no Tribunal da Relação do Porto. Sentiu-se mal atendida e ainda aguarda o resultado da queixa, mas já foi condenada em tribunal por ter difamado o estabelecimento. A queixosa explicou que o Tribunal de Matosinhos a condenou a pagar uma indemnização de 300 euros à dona do restaurante, uma multa de 15 euros por dia em substituição de uma pena de 75 dias de prisão, além das custas judiciais. Na sentença, lê-se que a arguida repetiu "em tom exaltado e de modo audível para as demais pessoas que se encontravam no restaurante àquela hora, nomeadamente que "a comida não prestara" e que "nunca tinha sido tão mal servida ". (…) Rosa Maria Reis é notificada pelo tribunal, em Fevereiro de 2006, de uma queixa-crime feita pela proprietária do restaurante que viria a resultar na sua condenação. "
Quem precisa da ASAE com tribunais destes? Pelo sim pelo não, é melhor pedir a este homem do Norte que descubra qual é o restaurante...


14 de janeiro de 2008

12 de janeiro de 2008

Their Satanic Majesties Request

Ao min. 3 e 06 seg., ouve-se distintamente a mensagem satânica seguinte : "pauuuloo beeento paara a ruuaaaa"....

Percorrer as prendas de Natal (3)

Alguns dizem que este disco tem 40 anos. Para verem como estão enganados, vão lá a correr comprar esta edição especial com um disco contendo o álbum em mono, outro com o álbum em stereo e um terceiro disco com os singles. Bónus: uns desenhos catitas do Syd.

11 de janeiro de 2008

I can't trace time

Ontem no 1bsk (o melhor blog português, by the way):

“O "Daily Telegraph", curiosamente, parecia mais preocupado com o facto de Clegg ter declarado que "Changes", de David Bowie, é o seu álbum preferido (quando na verdade é um single). Clegg parece apostado em fazer passar a sua mensagem às gerações mais jovens, tendo inclusivamente
recrutado Brian Eno para o ajudar nesse desiderato. A acreditar no "Telegraph", tão colossal ignorância da história do rock não pode deixar de augurar um futuro sombrio para o timoneiro dos Lib Dems.”

Ou talvez não (o futuro sombrio) sobretudo se nos lembrarmos do que dizia Bowie nesse fabuloso "Changes": “Time may change me But I can't trace time” ...

Por outro lado, talvez o Sr. Clegg se estivesse a referir a esta versão:

10 de janeiro de 2008

Percorrer as prendas de Natal (dela)

É por causa de posts como este que se trata de facto do melhor blog português.

Fragmentos

Há um ano, no fim-de-semana antes de saber que tinha apanhado a peste, K chorou, contagiado pela melancolia de uma canção triste. E a vida dele nunca mais foi a mesma. Gostaríamos de pensar que a nossa vida também mudou, mas não é verdade. Continuamos com as nossas pequenas actividades: uma canção triste não nos arranca mais que um sorriso complacente. E não interessa sequer saber se somos hipócritas ou não. Somos assim e não temos mais que uma vida. Porque os mundos paralelos não existem.

Imitação da Vida

Paulo Bento, no fim dos jogos, explica sempre de maneira inatacável porque é que a equipa sofreu mais uma derrota. Quando o ouvimos, embalados por aquelas frases cheias de “logicamentes” e de “transições ofensivas e defensivas”, não temos outra hipótese senão concordar com tão evidentes explicações e concluir: o homem percebe mesmo disto. Portanto, Paulo Bento para a rua.

8 de janeiro de 2008

Percorrer as prendas de Natal



post dedicado a este homem sem gosto.

Reload

Assim sim! 2008 começa com os textos mais sensatos dos últimos meses. Aqui, aqui e aqui (com mais uma transferência blogosfera-imprensa?).

7 de janeiro de 2008

E para 2008...

... Paz na Terra entre os homens e tal.

19 de dezembro de 2007

É Natal


Vá lá, que é Natal. Alguém disponível para dar esta prenda ao maradona? É que se ele fica tão impressionado com uma ou duas bocas mais uma fotografiazita do Ali, quando vir o melhor documentário da História do Cinema não sai do ginásio durante quinze dias.

West Coast

Em Inglaterra, brevemente. Depois do Mourinho e do Ronaldo: o Zé Mestre (via Bicho Carpinteiro).

A Guerra

Tenho seguido com bastante interesse o documentário de Joaquim Furtado “A Guerra”, às terças à noite na RTP1. O tema é interessante, a narração escorreita e as entrevistas suficientemente vivas para manterem a atenção. Por outro lado, os gráficos ajudam a situar os acontecimentos e as imagens de arquivo pouco ou nada vistas anteriormente dão-nos um vívido retrato do que era a vida nas “colónias” dos anos 60 e 70. Trata-se, numa palavra, de um documentário altamente recomendável. Verdadeiro serviço público.

Daí que tenha alguma dificuldade em explicar como é que em todos os episódios que tenho visto não consiga a minha pessoa ficar acordada até ao fim. Com efeito, mau grado esforços hercúleos para manter os olhos bem abertos, lá virá sempre um Morfeu manhoso depositar o incomensurável peso do sono sobre as minhas pobres pálpebras indefesas. Não possuo sequer a desculpa do fuso horário diferente: uma hora a mais é explicação manifestamente insuficiente para sono tão avassalador. Não sei se serei embalado pela bela voz do Furtado ou pelo sotaque exótico daqueles galhardos ex-combatentes da Frelimo ou do MPLA. O que sei é que cada vez que vejo este – deixem-me dizê-lo de novo – excelente programa os olhos fecham-se-me, o ronco nasce-me na garganta e o sofá lá tem que aguentar comigo.
Porquê? Mistério.

18 de dezembro de 2007

Eterno retorno

Mas voltou a Caderneta da Bola. E o Mundo volta a girar.

Fim

Ficar calado quando haveria algo mais a dizer. Algo mais a fazer.

Poesia Concreta

O spam que invade os nossos mails pode por vezes, como certamente os mais atentos terão já reparado, atingir os picos altíssimos da poesia concreta mais notável. Como qualquer geek principiante poderá explicar, a maneira dos spammers contornarem os filtros dos antivírus é conterem no corpo da mensagem algumas frases perfeitamente normais para poderem depois passar ao que interessa: como aumentar o nosso ridículo e minúsculo pénis. Esta, recebida há uns dias no mail deste blog, é particularmente interessante. Começa assim:
“Soros could not live down his Hungarian past, not at least in Romania. In 1987, Soros decided to open a new philanthropic front in the Soviet”
Para continuar: “Neither he nor the Quantum Fund could be quoted. Those were his the air ticket overnight.”
Ficamos a saber, com a primeira frase, um pouco da biografia de George Soros, aliás um homem extremamente interessante. Com a segunda frase, mais misteriosa, não ficamos a saber grande coisa, mas acrescenta à primeira um certo conteúdo esotérico e um cheirinho de actualidade, quando se sabe que o Quantum Fund é um hedge fund.
Vem depois a pièce de résistance:
“Vixens agree, that small-sized penises absolutely can't give satisfaction! They just don't touch the vaginal nerve endings effectively! By good luck, due to [uma marca qualquer] fast penis enlargement is now possible!”
E é esta última informação a fundamental para restaurar um pouco do nosso amor próprio e enfim satisfazer as Vixens, que, como se nota, estão de acordo sobre o essencial: a impossibilidade da pila pequena tocar o fundo do nervo vaginal.

17 de dezembro de 2007

Assunto mais sério ainda

Comparar é inútil. Eu nunca vejo o Rui Santos mas estou convencido que ele usa um vestuário algo larilas.

A mais recente produção Disney

Eis a vida política francesa reduzida a isto: o presidente passeia com a sua mais recente conquista, uma ex-top model com vocação para songwriter (devidamente ajudada por quem sabe, é claro), na Disneylândia. Pois, leram bem: na Disneylândia.

15 de dezembro de 2007

Pink Moon

Não sei se foi da gripe ou dos medicamentos mais ia jurar que esta noite a lua estava cor de rosa. A sério.

Melhor blog estrangeiro

Procurei, procurei mas não encontrei. Onde está a categoria "melhor blog pornográfico"?

13 de dezembro de 2007

Simplificado?

No dia da assinatura do novo Tratado, este blog saúda um novo passo para a Europa. Todavia, saibamos reconhecer os nossos fracassos. Assim, não restam grandes dúvidas sobre o facto do projecto de Constituição Europeia assinado em Roma no dia 29 de Outubro de 2004 se ter revelado um falhanço total. Razões? Então não se lembram de quem assinou por Portugal? Pois foi, foi este.

12 de dezembro de 2007

Entrar pela janela

Já não percebo nada. Então o Tiago Mendes não tinha deixado o Blogue Atlântico? Pôrra, que um gajo abandona isto por uns dias e vê-se logo completamente desactualizado. Eu sei, no meu caso é desactualização crónica: falta-me muitas vezes o sentido de oportunidade, para além de me fazer impressão o trabalho, sempre, mais a inércia que me faz mal, uma preguiça transcendental, etc., etc.

There can be only one!

Mais uma conquista do monstro verde: a Origem das Espécies agora mora aqui.

Balanço…

… mas pequenino, que ele há coisas muito mais importantes. Começando por esta diferença entre as administrações George W. Bush e Clinton: nesta última, discutiu-se até à exaustão a definição de “sexo”; com W., discutiu-se a definição de “tortura”. Eu cá não preciso de mais nada para decidir qual foi a melhor.

11 de dezembro de 2007

Enfim!


Tanto tempo à procura dele e afinal estava aqui...

Welcome to the Real World

No maravilhoso mundo do Facebook, é interessante verificar que tudo é feito no intuito de encontrar o perfect match, a alma gémea, que terá os mesmos gostos e manias que tu. E, no entanto, tal qual como no mundo real – se é que “mundo real” é uma expressão que possas usar nos dias de hoje – é o desencontro que é interessante, é a diferença que instala a dúvida e, logo, a atracção.

Back to the Blog

De volta, mas em modo ralenti, que este fim de ano anda difícil. Ainda assim, e para compensar, sem deixar de ter em conta o espírito da quadra, impõe-se uma canção de Natal.


4 de dezembro de 2007

Errando


Mas onde, por Deus, onde é que eu já vi este desenho? Bom, a memória voltará. Entretanto, vou ali e já venho.

Armas de destruição massiva, parte II

Ainda pouco vi (a não ser aqui) comentários da blogosfera política nacional (sobretudo deste, destes, destes e destes) à notícia do dia no NYT e no Washington Post. No entanto, trata-se de um tema importantíssimo e que poderá afectar, e muito, a evolução da política internacional e doméstica dos EUA. Ah, andam entretidos com o Chavez… Quando o tema Chavez se esgotar, dêem uma vista de olhos a este relatório.

3 de dezembro de 2007

Motown

E já que estamos muito Motown hoje, deixe-se aqui uma singela homenagem (parêntesis para frisar que as homenagens são tantas vezes "singelas"; bom, ficará para outra posta...) à que já foi considerada talvez a melhor canção de sempre. Esta versão encontra-se num dos filmes de culto cá da casa.


Quiz

Vamos lá ver então. Qual deles é o mais democrático? Este ou este?

Back to Basics, ainda e sempre

Um debate eterno. Em parte, é uma questão de idade, digo eu que sou dez anos mais velho que o maradona. O que é certo é que, sem desprimor para a Amy (que é até bastante boazinha), estava de facto tudo já na Aretha. Como, quando se fala de Norah Jones e outras raparigas bem cantantes do mesmo estilo, tem que se ter presente que estava tudo já aqui neste álbum.

2 de dezembro de 2007

Ceremony

Pode ser que aqui tenha acabado a série Joy Division, mas neste estabelecimento continua a insistir-se. Desta vez com Radiohead e Ceremony.

Da ausência de talento

Quando finalmente aceitas a tua ausência de talento, as coisas podem enfim começar a correr melhor. Antes disso, também vives, mas com longos períodos de angústia e frustração. Não é um processo isento de falhas, de avanços e recuos, de muitas hesitações. Mas aprendes a tolerar as tuas próprias insuficiências, na esperança de um dia conviver com elas sem drama de maior. A auto-depreciação ajuda, coloca-te no contexto sem deixar de ser elegante, se a souberes praticar. Claro, quando nem para o cinismo tens talento, não vale a pena tentar, sairá mal de certeza. E pior, muito pior, é quando aquelas palavras te soam tão falso que te perguntas se foste mesmo tu a dizer aquilo. Depois, quanto te aceitas, não precisas de muito mais. A não ser mudar de vida.

Oceano Pacífico

Anda tempestade no Atlântico. E, pior, é que parece que vai haver uma vítima colateral da campanha Tagus.