30 de novembro de 2007

Mondocane

Pode ser que sejam influências da leitura (ainda em curso) do livro da Naomi Klein (The Shock Doctrine - The Rise of Disaster Capitalism) mas o abismo que separa o crescimento médio de uma dada Economia nacional e a ausência – pelo contrário – de aumento do rendimento disponível de um grande número de pessoas (e correspondente aumento da quantidade de milionários e respectivos Ferraris em circulação) é um mistério que receio bem só o guru João Miranda possa explicar, naquele seu estilo seco e minimal que já o celebrizou. Peço no entanto que se abstenha de utilizar diagramas como este, pois não me parece que pinturas rupestres sejam adequadas à explicação da Nobre Ciência Económica, mesmo quando tal se destine a esclarecer mentecaptos como eu.




Ferdinand Hodler, La Nuit

Free Market? Nunca!

Um dos mais poderosos argumentos contra a ausência de regulação dos mercados é que o jogo da oferta e da procura consegue com que o ECT ainda arranje um jornal para despejar este tipo de inanidades (via Shyznogud). Estamos longe, diria eu, da Economia científica defendida por alguns. Como pode pretender ser ciência algo que permite a sobrevivência deste arremedo de jornalista? Mais depressa se descobre que a gravidade afinal não existe e que o Newton se limitou a arrancar a maçã da árvore. Bom, isto também pode ser só má vontade minha, que ultimamente tenho andado com gases.

A greve

A greve de ontem, claro, que a de hoje é menos interessante. Na realidade, serão suprimidos 176 tribunais de instância e 23 tribunais de grande instância, para além de umas dezenas de tribunais do trabalho e do comércio (carta aqui). Trata-se de uma reforma que muitos governos, desde há muito tempo, vêm tentando fazer em França. Qual seria a reacção das corporações se [quando?] a coisa fosse em Portugal? Manifs, tumultos na Praça do Comércio?

29 de novembro de 2007

Fazer bébés

Tenho seguido com algum interesse (é certo, reduzido) a discussão sobre os incentivos à natalidade por exemplo aqui, aqui ou aqui. Como não quero ficar à margem deste debate importantíssimo, aqui deixo a minha contribuição:


Momento de Poesia

Temos poeta! E dos bons. Completamente perdido nas caixas de comentários deste post. É de justiça elementar dar-lhe outra visibilidade. Eis um pequeno contributo para a divulgação da obra de CPM. O tema, como poderão facilmente se aperceber, é a decisão judicial sobre o cozinheiro com SIDA. Chamo a atenção dos especialistas.

Os jornais de Portugal
Não têm dignidade
Enganam a gente toda
Com muita leviandade

Explicam o que não sabem
Sem rigor, com petulância
Ao falarem dos assuntos
Só revelam ignorância

Querendo vender jornais
Para ganharem seu pão
Só pegam naqueles assuntos
Que puxam à emoção

A imprensa que nós temos
Não leva as questões a fundo
Podendo identificar-se
Como do terceiro mundo

Devia haver mais respeito
Cada um nos seus mesteres
Pois no caso justifica-se
Separação de poderes

Se é o quinto poder
Achava não ficar mal
Que a imprensa respeitasse
As funções do tribunal

Que acabe a malfeitoria
E a dita leviandade
E que os jornais publiquem
Os assuntos com verdade


Vieram-me as lágrimas aos olhos. Lindo.

Do sucesso

Inspirado por isto (via C. & C.).

28 de novembro de 2007

Hola

Hola hermana!

Pereirinha?

Deixo os comentários sobre futebol para quem sabe mais que eu, mas quanto a isto diria que a grande diferença entre Reds e Verdes é que quando foi necessário ir ao banco, de um saíram Carlitos Tevez e Giggs e do outro Farnerud e Pereirinha. I rest my case.

Nova morada...

... para o Arrastão aqui. Uma longa vida e postas poderosas, como as do costume, é o que se deseja.

Entretanto, na SIC Notícias...

… um senhor de meia-idade arrisca uma ida a casa, no prédio em risco de desabar em Setúbal, para ir buscar bens de primeira necessidade, a saber “uns poemas que eu escrevi há uns anos e que quero guardar”. Um país com gente desta só pode ter futuro. Não desesperemos.

27 de novembro de 2007

A Anita

Ah, a Anita, que era tão bonita. Na versão original, como saberá a Shyznogud, ela chamava-se Martine. Possuo algumas versões mais simpáticas da Martine, de que divulgo apenas aqui um excerto. Lamentavelmente, como o Boss reparou, o site que gerava estas versões foi fechado depois da Casterman se ter queixado. Tss tss…
Se quiserem mais, é só pedir...

Combinação e Acumulação

E eu o único português com Metamorfoses (Ovídio) e The Shock Doctrine - The Rise of Disaster Capitalism (Naomi Klein) +
Pink Floyd: A Saucerful of Secrets (Nicholas Schaffner) e O Gato que Atravessa Paredes, vols. I e II (Robert A. Heinlein).
So what?

Big Brother where are thou?

E para quem quer saber quem dá quanto a quem, é só ir aqui. Mas atenção, ainda não chegou a Portugal, só funciona para os americanos.

Presciência

Como ele tem razão. Falo do Mexia, obviamente. Já o Seabra...

26 de novembro de 2007

Em (re)visionamento


Dans Paris

1 - Sim, é cliché e é verdade. No entanto, que seria de Paris sem os parisiens têtes de chiens? De quem nos entreteríamos a dizer mal?
2 – E se o local de trabalho de um gajo for uma obra do Sir Richard, tem ainda assim direito de se entreter a dizer mal?

25/11

Olha, afinal ele é que é o presidente da junta...

23 de novembro de 2007

Musa

So now the sadness comes - the revelation. There is a depression after an answer is given. It was almost fun not knowing. Yes, now we know. At least we know what we sought in the beginning. But there is still the question: why? And this question will go on and on until the final answer comes. Then the knowing is so full, there is no room for questions.



Move on

Polónia? Já gostei mais.
Agora só a chuva me encanta.
Por enquanto.

Miami Vice

O gajo aos beijos ao dieguito é o irmão gémeo do Colin Farrell? Por outro lado, a cerveja que aparece na primeira fotografia não parece ser Tagus.